Mundialmente, os casos de COVID-19 aumentaram 70% na semana de 27 de dezembro a 2 de janeiro, mas as mortes pela doença caíram 10% no mesmo período, de acordo com um relatório epidemiológico divulgado nesta quinta-feira (6) pela Organização Mundial da Saúde (OMS). "Paradoxalmente, as Américas, continente com o maior aumento de casos (100%), foi também aquele onde as mortes caíram mais (18%). Na Europa, que registrou um aumento de 65% em contágios, as mortes tiveram redução de 6%". (Fonte: gazetadopovo.com)
Muitos estudiosos, médicos, pesquisadores e infectologistas estão apostando que essa variante ômicron é o fim da pandemia. Claro que a cepa é muito nova para afirmar qualquer coisa sobre ela, mas eles estão otimistas. A ômicron seria mais fraquinha, apesar de muito contagiosa, e pode imunizar todo mundo que é atingido, de forma mais eficaz que as vacinas.
"É a suposição entusiasmada de muita gente. Tomara que assim seja. A nova variante não provoca hospitalização, a menos que a pessoa esteja com comorbidade, mas aí é outra conversa, pois qualquer doença nesse caso é perigosa. Sendo altamente contagiosa, mas menos agressiva, provoca o sistema imune das pessoas, a produção de anticorpos, o que corresponde a mais forte das vacinas." (Fonte: revistaoeste.com)
Autonomia médica é fundamental
O Supremo Tribunal Federal instituiu o chamado passaporte vacinal, ou sanitário, como querem alguns, sem absolutamente nenhum embasamento médico. As recentes vacinas contra a COVID-19 tiveram o seu valor, principalmente em faixas etárias mais elevadas. No entanto, não se mostraram eficazes em conter a disseminação da doença, pessoa a pessoa. Esse foi mais um assunto em que a opinião de médicos foi simplesmente desconsiderada. Portanto, confie mais no seu médico e menos na imprensa e nas autoridades políticas.
"A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem por finalidade promover a proteção da saúde da população e tem a prerrogativa de aprovar a indicação de vacinas, como ocorreu recentemente com a controversa autorização da vacina da Pfizer contra COVID-19 para aplicação em crianças de 5 a 11 anos de idade. Contudo, a agência regulatória possui apenas dois médicos entre os cinco componentes de sua Diretoria Colegiada." (José Geraldo Barbosa, médico da Gestão de Valor em Saúde)
O Conselho Federal de Medicina, autarquia responsável por fiscalizar e normatizar a prática médica no Brasil, manifestou em diversas oportunidades e fóruns a necessidade de garantir a autonomia médica no diagnóstico e, principalmente, na escolha do tratamento de seus pacientes. Sempre houve tratamento para a doença, em todas as suas fases (inicial, intermediária e grave), o qual foi se aperfeiçoando com o tempo e hoje está ainda mais consolidado.
"A sociedade deveria lutar pela manutenção dessa autonomia. Esse princípio permite que, diante das incertezas, o médico possa envidar todos os seus esforços e sua experiência, aliados às melhores evidências científicas disponíveis, para atingir o objetivo mais importante de sua existência: a saúde e a vida de seu paciente." (José Luiz B. Bevilacqua, doutor em Cirurgia pela Faculdade de Medicina da USP)
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