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Bebida energética enfrenta crise de imagem

09 janeiro 2010 - 12h00

Em busca de uma nova imagem para as bebidas energéticas, sempre associadas a álcool e vida noturna, os fabricantes agora estão investindo em um marketing "saudável". A cervejaria Petrópolis, que produz a cerveja Itaipava, lançou em agosto o energético TNT e, desde novembro, patrocina 18 atletas, entre eles o nadador Cesar Cielo. "O consumo de energético no Brasil é muito focado na noite. Nos Estados Unidos, essa bebida é tratada como um refrigerante de adulto, ligada ao esporte e de uso diurno", diz Douglas Costa, diretor de marketing.
Segundo Costa, a marca acredita que, ao usar atletas como referência, estimula o uso mais responsável da bebida. "Hoje, nossas campanhas estão direcionadas aos esportes radicais, é o conceito de "saudabilidade". Não que o energético melhore o desempenho. Mas serve como repositor de energia", diz.
A Coca-Cola, que já tinha desde 2001 o energético Burn, lançou há cinco meses a bebida Gladiator. São dois sabores: frutas selvagens (com coloração azul) e frutas cítricas (alaranjado). A fórmula dos dois produtos é bem parecida, mas enquanto o Burn é destinado a "jovens entre 25 e 39 anos, que gostam de agitar e curtir a noite", o novo produto é vendido como adequado "para manter o pique durante o dia inteiro, trabalhar e estudar".
No anúncio, os personagens que tomam Gladiator são gente comum que vence desafios como "ônibus lotado", "salário merreca" e "dívida impagável". A brasileira Mega Energy, que lançou um energético em agosto do ano passado, também patrocina eventos esportivos. Segundo a empresa, seu produto é "funcional" e não está vinculado ao consumo de álcool. A Mona Vie, que vende de porta em porta, lançou em setembro um energético com aroma de guaraná e açaí e sucos de 14 frutas. Segundo Maurício Patrocínio, diretor da empresa no Brasil, seus vendedores alertam que o produto deve ser bebido puro e não deve ser consumido em excesso.
Os novos produtos têm praticamente a mesma fórmula dos antigos, variando pouco a quantidade dos componentes básicos, como a cafeína e a taurina, um aminoácido que atua como neurotransmissor. "Quando combinada com álcool, essa substância eleva exageradamente o nível de excitação da pessoa", diz Viviane Vieira, nutricionista da Faculdade de Saúde Pública da USP.
Os energéticos são amplamente consumidos em bares e casas noturnas, embora nas latinhas venha o alerta de que "não é recomendado com bebidas alcoólicas", uma exigência da Anvisa. Estudos mostram que eles mascaram os efeitos do álcool no organismo: a pessoa já está com os reflexos alterados e tem a falsa sensação de que não está bêbada.
A nutricionista Márcia Madeira, professora de Tecnologia de Alimentos da Uerj, não vê problemas no uso dos energéticos, desde que não se torne um hábito, porque podem provocar alterações no sono.
A Anvisa estabelece que esses produtos devem conter, no máximo, 400 mg de taurina e 35 mg de cafeína a cada 100 ml. Com exceção do Gladiator e do Burn, os energéticos contêm praticamente a quantidade máxima recomendada para o consumo, devendo ser bebidos com moderação. O uso excessivo dessas bebidas, segundo a nutricionista Viviane, pode produzir sintomas como ansiedade, insônia, agitação e palpitação cardíaca.

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