Como retaliação, o Barcelona avisou ao Santos que não vai pagar o valor cobrado pelo clube alvinegro (€ 2 milhões, cerca de R$ 8,5 milhões) pela indicação de Neymar entre os três melhores jogadores do mundo pela Fifa.
O aviso foi dado pelo Barça numa carta em espanhol, endereçada a Modesto Roma Júnior, presidente do Santos, datada do último dia 14 e obtida pelo jornal O Estado de S. Paulo.
O bônus estava previsto no contrato de venda de Neymar para o Barça em 2013, negociação concretizada pela diretoria comandada na época por Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, o Laor.
Modesto, que assumiu o Santos este ano, contestou os valores da venda e entrou com processo na Fifa contra Neymar e o Barcelona, em maio. Na ocasião, o presidente santista disse que "o Santos considera que o Barcelona, o Neymar e a empresa dele cometeram violações do contrato de transferência e reclama uma indenização dos prejuízos, mais juros".
Na carta enviada no último dia 14, a diretoria do Barça não esconde que se trata de uma retaliação ao Santos, já que não teria como pagar um bônus previsto num contrato que é contestado pelo próprio clube alvinegro:
" Não podemos aceitar de modo algum que os compromissos contratuais adquiridos tenham um significado e um alcance diferentes em função do que convêm para vocês, especialmente considerando que tal abordagem resultou em uma queixa apresentada pelo Santos na Fifa, na qual acusa o Barcelona de orquestrar uma operação para enganar seu clube e, para nos pressionar e tentar nos intimidar, solicita (apesar de terem negado publicamente no Brasil) a suspensão por seis meses do jogador”, diz um trecho da carta.
Procurado pela reportagem do GloboEsporte.com, o departamento de comunicação do Santos afirma que o clube não recebeu nenhum documento do Barcelona na última semana e que só irá se manifestar sobre o assunto caso venha a receber a carta.
Entenda o caso
A nova diretoria do Santos, que assumiu em janeiro, entende que o clube foi lesado e tem direito a um valor maior na negociação. O clube catalão disse inicialmente que havia pago cerca de € 57 milhões na compra do brasileiro, mas reconheceu posteriormente que o custo ultrapassou os € 86 milhões (veja os detalhes no quadro abaixo).
O Peixe teria recebido € 17 milhões, enquanto a empresa do pai de Neymar levou € 40 milhões.
O valor total do negócio teria sido ocultado para que pudesse ser fragmentado em diversas parcelas. Calcula-se que essas irregularidades tenham evitado a arrecadação de € 13 milhões pelo Tesouro espanhol.
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