Foi liberado parte do recurso (R$ 1 milhão) previsto para o Projeto de Gestão Integrada da Bacia Hidrográfica do Rio Formoso. Financiado com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (Global Environment Facility - GEF) e do Banco Mundial, será executado em parceria com o governo do Estado, através da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – unidade Embrapa Solos, com sede no Rio de Janeiro, e a Fundação Cândido Rondon.
O objetivo do projeto é contribuir para a conservação e o uso sustentável da biodiversidade e promover o controle da degradação das terras na bacia hidrográfica de um dos principais pontos turísticos de Mato Grosso do Sul, que possui um sistema hidrológico único associado com rochas calcárias e rios subterrâneos que atraem milhares de turistas todos os anos, principalmente para o município de Bonito.
GEF Rio Formoso - Com execução prevista até 2010, o projeto vai ser concentrado na área de drenagem do Rio Formoso, que cobre 130 mil hectares e é parte do Complexo da Serra da Bodoquena. As chamadas seções altas e médias do rio são de interesse especial por representar uma fonte de água pura e clara que alimenta os ambientes aquáticos do Pantanal. Essas cabeceiras são protegidas pelo Parque Nacional da Serra da Bodoquena, que abriga as últimas áreas remanescentes de Mata Atlântica no interior e é refúgio para espécies em extinção, como a onça-pintada e o gavião-real.
Apesar da sua significância, a região enfrenta pressão crescente de atividades humanas. As maiores ameaças são práticas não-sustentáveis de agricultura que resultam em destruição de habitats, erosão e sedimentação dos ambientes aquáticos, como destruição das florestas ciliares para pastagens e excesso de lotação de gado nos pastos. O aumento da indústria de turismo também preocupa, especificamente no que resta das florestas e no empobrecimento da comunidade local.
Cada parceiro vai atuar diretamente nas ameaças identificadas e promover o engajamento público através da educação e da construção de uma conscientização local. O projeto beneficiará cerca de 150 agricultores com imóveis com menos de 100 ha, além de agentes locais de turismo, guias, empresários, artesãos, cidadãos de Bonito, funcionários estaduais e municipais que trabalham com assuntos ambientais e de agricultura.
Para este ano já foram liberados 775 mil reais. Os trabalhos serão divididos em três etapas: levantamento de dados, execução das atividades e monitoramento. A Agraer será a instituição responsável pela etapa de execução de trabalhos, principalmente junto aos produtores, explica Sandro Cardoso, pesquisador e coordenador do projeto pela agência. Neste ano, a Agraer terá disponível R$ 186 mil para a implantação de um centro de apoio para as atividades rurais e produção agrícola, com a estruturação de viveiro de mudas frutíferas e nativas. Também coordenará a implantação de uma miniusina de produção de insumos agrícolas a partir da transferência de resíduos sólidos orgânicos, visando a transição dos produtores do sistema tradicional para o agroecológico; o desenvolvimento de uma unidade piloto de uso multifuncional da terra e um programa de treinamento para produtores e técnicos. Estas atividades serão desenvolvidas com a colaboração da prefeitura de Bonito, da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) e Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
A coordenação geral do GEF – Rio Formoso será feita pela Embrapa Solos. Entre os parceiros também estão a Secretaria de Estado do Meio Ambiente, das Cidades, do Planejamento, da Ciência e Tecnologia (Semac), Instituto de Meio Ambiente Pantanal, Prefeitura de Bonito, Sebrae/MS e Conservação Internacional.
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