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Auto-promoção dos deputados custa R$ 170 mil por mês

04 janeiro 2010 - 16h00

Os oito deputados federais de Mato Grosso do Sul consumiram em 2009 com R$ 2.036.108,61, em cotas da chamada verba indenizatória, um recurso mensal, público, destinado ao ressarcimento de despesas com aluguel, manutenção de escritórios políticos, locomoção, e outros serviços ligados aos mandatos dos parlamentares, segundo dados publicados no portal transparência da Câmara Federal.

Isto é, os parlamentares federais, sem mexer em seus salários mensais, algo em torno de R$ 14 mil, juntos, gastaram perto de R$ 170 mil por mês para se auto-promoverem, uma regra legal entre os 513 deputados federais.

À medida que fixa o valor da verba indenizatória permite que cada deputado sul-mato-grossense use R$ 11.150,93 mensais, mas esse valor alcança R$ 34 mil porque aos benefícios financeiros disponibilizados aos deputados se juntam ao que a Câmara chama de “cotão”, que é a unificação das verbas parlamentares gastas com passagens aéreas, a verba indenizatória e gastos postais e telefônicos, incluídos na CEAP (Cota para Exercício da Atividade Parlamentar.

Juntando os favores contábeis acima, nota-se que um deputado federal pode gastar R$ 400 mil anuais para manter o mandato, como viajar para Campo Grande, interior do Estado, alugar uma casa e lá montar seu escritório político, ou fretar um barco, um ônibus ou um locar um carro. Aqui, não entra os R$ 3 mil que cada parlamentar recebe por mês para bancar sua estadia em Brasília

Pelos dados do portal da Câmara, a média mensal consumida pelos parlamentares daqui foi R$ 24 mil. Alguns deputados sul-mato-grossenses usaram mais a cota da verba, outros menos, contudo nenhum deles gastou menos do que R$ 15 mil por mês. O deputado federal Waldemir Moka, do PMDB, foi o que mais usou a verba, e o petista Vander Loubet, menos.

Moka, segundo dados do portal da Câmara, gastou R$ 337.977,35 de janeiro a dezembro do ano passado, uma média de R$ 28 mil mensais.

O peemedebista, virtual candidato ao Senado este ano, usou mais o recurso de setembro a dezembro. Em setembro, por exemplo, ele consumiu R$ 64.170,44, dos quais R$ 24.691,00 foram usados para pagar despesas com a “divulgação de atividade parlamentar”.

De setembro a dezembro, o peemedebista gastou quase R$ 20 mil com “serviços postais”, quantia parecida à aplicada para pagar as contas do telefone.

Geraldo Resende, outro peemedebista, foi o segundo deputado federal de Mato Grosso do Sul que mais gastou a verba indenizatória. De janeiro a dezembro do ano passado, Resende consumiu R$ 287.466,400, uma média de R$ 24 mil por mês. O parlamentar que mora em Dourados, segundo maior cidade do Estado, gastou quase R$ 100 mil com a “divulgação da atividade parlamentar”.

Na esteira dos mais gastadores, aparece o deputado federal Dagoberto Nogueira, do PDT, que consumiu ano passado R$ 257.652,75, média de R$ 21 mil mensais. Ele, também virtual candidato ao Senado este ano, gastou quase R$ 70 mil no ano passado com “locomoção e hospedagem e locação de veículos”.

O deputado Nelson Trad, do PMDB, consumiu R$ 243.201,38 do conhecido cotão, media de R$ 20,2 mil por mês. Entre agosto e dezembro do ano passado foi o período que Trad mais gastou o benefício.

Em agosto, por exemplo, quando ele se afastou da Câmara para tratamento de saúde, o parlamentar consumiu com R$ 32.229,27, R$ 22 mil dois quais foram usados para “locar veículos”.

Os deputados Waldir Neves, do PSDB e Marçal Filho, do PMDB, que dividiram o mandato em 2009, aparecem logo depois na lista dos mais gastadores da verba indenizatória. Juntos, eles gastaram R$ 238.690,98. Neves deixou de ser deputado para ocupar vaga de conselheiro do Tribunal de Contas Estadual.

Marçal assumiu o mandato em julho, quando seu gasto com a verba indenizatória foi tímida, algo em torno de R$ 500,00. Dois meses depois, em setembro, segundo dados da Câmara Federal, o peemedebista, também de Dourados, gastou R$ 47.442,63.

Naquele mês, Marçal aplicou R$ 33.936,90 na chamada “divulgação da atividade parlamentar”, R$ 4.500,00 com “combustíveis e lubrificantes” e R$ 3.647,64, com contas de telefone.

Já o deputado Antonio Cruz, do PP, usou R$ 225.712,87, recurso da verba indenizatória, dos quais consumiu quase R$ 150 mil no ano passado com “locação de veículos, locomoção, hospedagem e alimentação”.

Já o petista Vander Loubet, segundo dados da Câmara Federal, foi o que menos gastou verba indenizatória entre os oito parlamentares sul-mato-grossenses.

De janeiro a dezembro, o deputado gastou R$ 208.312,18, uma média mensal de R$ 17,3 mil. Agosto foi o mês de maior gasto do petista: R$ 38.292,17. Naquele mês, Loubet consumiu R$ 21.850,00 para quitar despesas com a divulgação das “atividades parlamentares”.

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