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Auto-exame é ineficaz contra câncer de mama, diz governo

02 abril 2004 - 12h35

O ministério da Saúde vai priorizar o exame clínico e a mamografia como forma de prevenir o câncer de mama, diminuindo a importância do auto-exame, que não será mais estimulado como forma isolada de prevencao, mas como medida paralela. A mudança integra o Consenso para o Controle de Câncer de Mama, documento a ser lançado hoje pelo ministro da Saúde, Humberto Costa, e pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) no Rio de Janeiro. A nova política é influenciada por pesquisa russa apresentada no IV Congresso Europeu sobre o câncer de mama, na Alemanha, que apontou que o auto-exame não é eficaz. O estudo reforça que a mamografia continua sendo o método mais eficaz para detectar a doença. O auto-exame pode ser até prejudicial e aumentar inutilmente a preocupação das mulheres que recorrem a ele, ao ponto de muitas irem ao médico e se submeterem a uma operação sem necessidade, acrescentou o oncologista sueco Lars Holmberg, que participou do estudo. "Embora as mulheres devam estar atentas para possíveis alterações em seu seio, é preocupante que o auto-exame continue sendo contemplado como alternativa à mamografia", afirmou. É a primeira vez que será estabelecida uma política de prevenção no país, que pretende reduzir em 20% a taxa da mortalidade por câncer de mama no Brasil. Em 2003, de acordo com dados do Inca, mais de nove mil mulheres morreram em decorrência da doença e 41 mil novos casos foram registrados. A nova proposta do governo pretende que todas as mulheres acima de 50 anos façam a mamografia a cada dois anos e se submetam a exame clínico anualmente. As que tenham histórico familiar da doença devem fazer a mamografia todos os anos a partir dos 35 anos. Para cumprir a meta, o ministério deve anunciar a compra de mais mamógrafos. Hoje, apenas 9% dos municípios brasileiros possuem o aparelho, que custa US$ 150 mil. O mastologista Cézar Augusto Pigatto explica que quando o nódulo é verificado pelo auto-exame já tem 0,5 centímetros e deve ter aproximadamente dois anos. "Não se consegue apalpar nada antes disso", diz. "Às vezes, leva seis meses para uma mulher conseguir fazer a mamografia pelo Sistema Único de Saúde (SUS)", enfatiza. O auto-exame continuará sendo estimulado por possibilitar a detecção do câncer em mulheres fora da faixa etária de risco (acima dos 50 anos), descobrir outras doenças benignas da mama e ajudar mulheres que não têm acesso ao serviço de saúde a descobrir os tumores, ainda que em fase mais avançada.  

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