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Aumento do emprego informal se concentra nas metrópoles, diz Ipea

04 julho 2005 - 15h54

Estudo publicado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) mostra que o crescimento da informalidade a partir dos anos 1990 se concentrou nas regiões metropolitanas, ao contrário da avaliação já bastante disseminada de que teria havido uma explosão da informalidade em todo o país.Segundo o estudo, a redução do número de vagas na indústria, que tradicionalmente mantém vínculos de trabalho formais, e a maior oferta de postos de trabalho no setor de serviços, que reúne um contingente maior de trabalhadores informais, justificam apenas 26% do crescimento da informalidade. O principal responsável pelo crescimento de vagas sem carteira assinada foi a disseminação da "cultura da informalidade" nas regiões metropolitanas.O trabalho formal é visto como indicador de qualidade do emprego por oferecer ao trabalhador os benefícios da legislação trabalhista. Sob essa ótica, o aumento da informalidade reflete uma precarização do emprego por meio da informalização do mercado de trabalho.Apesar do aumento do número de trabalhadores informais, o estudo mostra que a arrecadação ficou estável. Houve redução da informalidade nas áreas não-metropolitanas, nas regiões Nordeste e Centro-Oeste, com destaque para os segmentos de comércio e agrícola.Mesmo com crescimento concentrado em regiões metropolitanas, os autores do estudo afirmam que a mão-de-obra informal representa pouco mais da metade da força de trabalho ocupada.A partir dos dados da Pnad (Pesquisa Nacional de Amostragem por Domicílios), a pesquisa detectou um claro distanciamento entre os rumos do mercado de trabalho nas seis maiores regiões metropolitanas do país e as áreas não-metropolitanas, onde houve redução da informalidade.O setor de serviços sempre foi muito mais marcado por vínculos informais do que a indústria de transformação. O grau de informalidade nos segmentos de serviços manteve-se praticamente inalterado de 1991 a 2002, em níveis sempre superiores a 50%. O patamar de informalidade da indústria de transformação, no entanto, dobrou no mesmo período e passou de 15% para 30%.  

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