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Aumenta perigo para jornalistas que trabalham no Iraque

02 novembro 2004 - 15h15

Um ataque violento contra uma emissora de TV árabe no Iraque e a ameaça de militantes islâmicos de assassinar jornalistas suscitaram o temor de que os repórteres tenham se tornado alvos preferenciais no país, já dominado pela violência. O grupo as Brigadas dos Mártires da Guerra Santa no Iraque, que reivindicou a autoria do ataque no fim de semana contra o escritório da TV Al Arabiya, alertou que a explosão, que matou sete pessoas, foi apenas um alerta para os jornalistas. Segundo o grupo, pode vir coisa pior pela frente. "O próximo ataque será mortal e doloroso", disseram as brigadas numa mensagem publicada na Internet. "Prometemos punir os empregados dessas agências e emissoras de TV, um por um". "Vamos sequestrá-los e assassiná-los como ovelhas se eles se alinharem aos ocupantes americanos... ou se descreverem os mujahideen como "terroristas,"" afirmou o texto. A associação Repórteres sem Fronteiras e o Comitê para a Proteção de Jornalistas consideram o Iraque o lugar mais perigoso do mundo atualmente para os jornalistas. "(O ataque à Al Arabiya) demonstra um novo e perturbador padrão de ataques a jornalistas que estão trabalhando pelo bem do público, que estão tentando mostrar a verdade sobre o que está acontecendo no Iraque", disse Adam Ereli, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA. "Achamos isso repugnante". A Al Arabiya é vista pelos militantes como simpática ao governo iraquiano apoiado pelos EUA. Os militantes se irritam com a decisão da emissora de evitar usar o termo "mártir" ¿ comum na imprensa árabe quando em referência a suicidas muçulmanos ou a combatentes mortos por forças dos EUA ou de Israel. Pelo menos 50 jornalistas e seus assistentes, tanto estrangeiros quanto iraquianos, morreram na guerra do Iraque, vítimas das forças dos EUA, de insurgentes, de criminosos ou de acidentes, sem contar o ataque à Al Arabiya. Vários repórteres que trabalham no Iraque afirmam ter recebido ameaças de morte. Mais de 20 jornalistas estrangeiros foram sequestrados, e um italiano foi morto. Dois repórteres franceses ainda estão em cativeiro. "Os jornalistas e a equipe de mídia estão sendo vítimas de uma brutalidade inédita", disse na terça-feira o chefe da Federação Internacional dos Jornalistas. "Precisamos de mais medidas para minimizar os riscos". Nas últimas duas semanas, houve praticamente uma morte de jornalista por dia no Iraque, incluindo um cinegrafista iraquiano que trabalhava para a Reuters. Segundo colegas, ele foi morto por um atirador norte-americano na segunda-feira. Algumas empresas de mídia se retiraram do Iraque por causa do perigo crescente, e está cada vez mais difícil se movimentar para fazer reportagens. Os que ficaram moram e trabalham isolados atrás de muros de concretos, sacos de areia e seguranças com armas pesadas, fazendo a maior parte da cobertura por telefone. E a insurgência não é o único perigo. Gangues de criminosos fazem leilões com os reféns e os "vendem" a quem der mais, seja um grupo militante ou a empresa para a qual a vítima trabalha.  

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