O Atlético-MG completa nesta terça-feira cem anos de fundação. Por lei estadual, promulgada em janeiro deste ano, hoje é o "Dia do Atleticano" em Minas. O clube convocou os torcedores para usar roupas com as cores do time (preta e branca) e a pôr bandeiras nas janelas.
Mas o torcedor atleticano está insatisfeito com a má fase da equipe de futebol. Primeiro campeão brasileiro (1971), o clube não começou bem o ano, após um ensaio de recuperação das fases ruins em 2007, quando retornou à divisão principal do Brasileiro --o auge da crise foi em 2005, com a queda à Série B do Nacional.
O início de ano ruim gerou protestos de torcedores. Liderados pela Galoucura, a maior torcida organizada do Atlético, cerca de 200 torcedores foram em passeata, no último dia 19, até a sede do clube protestar contra a diretoria, três dias após um novo tropeço no Campeonato Mineiro. Pediam um time competitivo.
Dois dias depois, no dia 21, torcedores foram ao aeroporto receber os jogadores com vaias e gritos de "vergonha", após o empate contra o frágil Nacional (AM) pela Copa do Brasil.
Nesse clima ruim, o Atlético voltou a vencer domingo pelo Mineiro (3 a 0 contra o Tupi), subindo da quarta para a terceira posição. A vitória amenizou o tom das críticas, mas não a insatisfação do torcedor. O resultado foi "um alívio", segundo o técnico Geninho.
O presidente do clube, Ziza Valadares, reagiu às pressões de torcedores e alguns conselheiros. "Se entenderem que tenho que sair, vou sair com a cabeça erguida. Só não vou abandonar o barco." Ele concorda que o time carece de jogadores, mas lembra sempre a precária situação financeira.
A dívida acumulada de mais de R$ 200 milhões tem sido apontada como a vilã das mazelas do clube. É uma situação que se arrasta há uma década.
O clube, que ao longo da sua história se revelou bom formador de atletas, já não consegue mais segurar suas revelações. Quando eles ainda são promessas, são negociados para aliviar o caixa. O caso mais recente foi o empréstimo do atacante Éder Luís para o São Paulo.
Essa situação levou a um ciclo: o clube se desfaz das suas promessas, raramente traz jogadores de alto nível técnico por serem caros e aposta nos tecnicamente medianos. O risco dessa política o clube conheceu em 2005, quando foi rebaixado à Série B do Brasileiro (voltou à divisão principal no ano seguinte).
O treinador Geninho vai tentando se equilibrar diante das dificuldades. Um título em 2007 é a meta principal.
Em 19 bares da cidade haveria concentração na noite de ontem para esperar a chegada do dia 25. E vigília na sede do clube para a "celebração da virada". O dia hoje começará com fogos de artifício, celebração religiosa e homenagens. Na quarta-feira acontecerá jogo amistoso contra o Peñarol, do Uruguai, no Mineirão, com show musical.
"O torcedor que gosta do Atlético-MG tem que comemorar essa data, uma marca que poucos clubes têm", disse o atacante Marques, um dos ídolos atleticanos que, aos 35 anos, foi recontratado.
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