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Atentado a carros no MPE não calará a Justiça, diz promotor

05 janeiro 2004 - 15h25

O promotor de Justiça Criminal de Campo Grande, Marcos Fernandes Sisti, criticou, através de nota à imprensa, o atentado na madrugada de ontem que deixou completamente destruídos cinco veículos no pátio do MPE (Ministério Público Estadual), em Campo Grande. Para o promotor, o incêndio, classificado por ele como um atentado covarde, não pode e não deve interferir no trabalho que está sendo feito pelo MPE, as policiais civil e militar e pelo Poder Judiciário, lembrando que estas instituições estão trilhando o caminho correto e continuarão firmes nos seus propósitos. Segundo o promotor, cada ação terrorista desta contra o Estado Democrático de Direito encorajará ainda mais os membros destas instituições a seguirem firmes e serenos nos seus desígnios. Confira a íntegra do documento: "O atentado covarde à Sede da Instituição do Ministério Público Sul-mato-grossense, na calada da noite do último dia 4 desse alvissareiro 2004, nos leva à algumas reflexões importantes e interessantes : 1a.) Nosso sistema investigatório criminal fracassou e precisa ser alterado urgentemente para adequar-se à realidade do poder perpendicular das organizações Criminosas. 2a.) Os detentores dos Poderes Investigatório e Decisório têm de ser firmes e retos nas suas providências e decisões, afastando o proselitismo, o tecnicismo Judiciário atentatórios à efetividade das ações do Estado. 3a.) O atentado da noite passada demonstra claramente que o Ministério Público, a Polícia Civil e Militar e o Poder Judiciário estão trilhando no caminho correto e continuarão firmes nos seus propósitos, pois contra o Estado Regular de Direito e as e as suas instituições funcionando corretamente, NINGUÉM pode, como afirmou sabiamente o mega-traficante Pablo Escobar nos seus últimos dias de fuga, pouco antes de sua morte, recomendando aos Colegas se rendessem. 4a.) A idéia exitosa das Forças Tarefa contra o crime organizado demonstra sua eficácia e sua contrariedade à interesses pessoais de alguns poucos dentro e fora do Estado. 5a.) Graças à Deus, os malacos acham que todos são burros, que só eles são sabidos e ousados, e esquecem que o cidadão comum do povo que escolheu ser juiz, Promotor e policial se tivesse medo de bandido teria feito concurso para bibliotecário. Cada ação terrorista desta contra o Estado Democrático de Direito encoraja ainda mais os membros destas instituições a seguirem firmes e serenos nos seus desígnios, é só esperar pra ver.  Marcos Fernandes Sisti 10º Promotor de Justiça Criminal da Capital

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