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Ataque de onças a rebanho bovino preocupa pantaneiros

18 março 2004 - 16h43

Pantaneiros e ambientalistas querem encontrar, juntos, uma solução para minimizar o problema do ataque ao rebanho bovino por parte das onças, que mataram, somente no ano passado, 400 cabeças de gado na Fazenda Caiman, segundo o pantaneiro Valfrido M. Chaves, e tem se tornado um problema que preocupa os produtores do Pantanal.Para isso, lideranças da SODEPAN (Sociedade de Defesa do Pantanal) e membros da organizaçao não-governamental Conservação da Vida Silvestre (Wordlife Conservation Society) reuniram-se hoje pela manhã, na sede da SODEPAN, para discutir o problema e firmar uma parceria que irá estudar e implementar ações que diminuam o impacto da onça sobre o gado no Pantanal.Na parceria, a WCS oferece aos pantaneiros a base científica que vem acumulando ao longo de 108 anos desde a sua fundação e 20 anos no Brasil. A ONG propôs visitar cada fazenda individualmente para preparar um diagnóstico que possibilite a implementação de um plano de ação que inclua o manejo diferenciado do gado que possibilite maior proteção aos bezerros, mais vulneráveis ao ataques de pardas e pintadas. A SODEPAN inclui ainda mais duas ações que serão estudadas: «O pagamento de indenização aos fazendeiros pelos animais mortos e, finalmente, o desenvolvimento do Turismo Cinegético, ou seja, a caça controlada com a criação de um fundo no qual parte do dinheiro arrecadado com este tipo de turismo seja reinvestido na preservação da onça para que a caça não extermine o animal», esclarece o presidente da SODEPAN Luiz Carlos Ferreira Gomes.O diretor da WCS no Brasil, Carlos Quintela, afirma que «o diálogo com o pantaneiro é fundamental para que a ONG possa contribuir na conservação do Pantanal. Diferentemente de outras ONGs internacionais, a WCS apóia as comunidades locais respeitando a sociedade, a cultura, o meio ambiente e a economia », finaliza Quintela.O coordenador do Programa de Conservação do Pantanal da WCS, Sílvio Marchini, defende que o caminho a seguir é a conciliação entre a proteção ambiental e o desenvolvimento econômico, uma vez que, o Pantanal é composto quase exclusivamente por propriedades privadas.Para o presidente da SODEPAN, Luiz Carlos Ferreira Gomes, uma parceria com a WCS «beneficiará o Pantanal e as comunidades locais pois ambas as partes tem objetivos em comum: o desenvolvimento econômico de forma sustentável».Em breve, a veterinária da WCS, Almira Hoogesteyn, iniciará a visita a todos os fazendeiros que concordarem em trabalhar em parceria com a ONG para desenvolver o diagnóstico que levará a implementação das ações. 

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