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EDITORIAL

Assiduidade é para poucos

14 janeiro 2016 - 07h26

Relatório recente publicado pelo Congresso em Foco mostra que apenas 19 dos 513 deputados federais do país tiveram 100% de assiduidade durante as 125 sessões na Câmara dos Deputados ao longo do ano passado. O número corresponde a apenas 4% dos parlamentares da Casa de Leis e que cumpriram seus horários corretamente como qualquer empregado brasileiro.

Outra situação a se destacar nesses dados é que boa parte dos que prestigiaram os encontros, 11 são calouros, ou seja, cumprem o primeiro mandato como parlamentar federal. Como mostrado pelo levantamento realizado, o fato de cumprir com horários e participar de todos os debates que interessam à população não atrai com tanto afinco os legisladores brasileiros.

Não só em Brasília, mas também em assembleias legislativas e nas Câmaras de Vereadores, onde boa parte dos eleitos deixam de lado sessões para cumprimento de outros compromissos classificados sempre como inadiáveis, principalmente quando o assunto em questão envolve alguma situação polêmica e que atraia a atenção da população em relação a opinião desse ou daquele eleito.

A assiduidade é algo a ser cobrado sim para com os eleitos pelo povo, principalmente porque são pagos com o dinheiro dos impostos dos contribuintes. A cada falta em sessões sem a justificativa consistente deveria ser descontada em folha como feito com qualquer trabalhador brasileiro.

Não dá para aceitar tamanha falta de comprometimento, principalmente em locais onde boa parte do expediente se faz de terça a quinta-feira.

Além disso, as verbas indenizatórias do chamado ‘cotão’ parlamentar foram responsáveis em onerar, para pagamento de despesas dos deputados federais, em torno de R$ 189 milhões aos cofres públicos e que poderiam ser utilizados em ações de pesquisa e melhorias na educação ou saúde.

Porém, deve-se destacar que toda essa tranquilidade por parte dos eleitos se dá pela falta de fiscalização do próprio eleitor, que deixa de acompanhar e cobrar, seja por meio da mídia, presente nas sessões ou até mesmo solicitando dados de projetos nas Casas de Lei no intuito de saber como anda o trabalho dos parlamentares.
Com uma presença mais maciça da população em outros quesitos que fujam inclusive de seu interesse, os compromissos por parte desses representantes, possam ser maior com o importante para o público.

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