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Assembléia discute hoje o direitos da mulher indígena

29 agosto 2006 - 11h35

A defesa dos direitos da mulher indígena, a geração de emprego e renda e a capacitação na área de saúde, especialmente nos direitos reprodutivos, para essas mulheres estão em debate hoje (29) na Assembléia Geral da Rede Grumin de Mulheres, no Rio de Janeiro.A Rede Grumin (Grupo Mulher e Educação Indígena) pretende, com o evento, discutir políticas públicas para a inserção das mulheres indígenas no mercado de trabalho, nas escolas e nas universidades. Além disso, a assembléia vai discutir propostas para a organização e a capacitação dessas mulheres na área de saúde, educação, trabalho, moradia e questão territorial. O grupo reivindica, ainda, a criação da Casa Rede Grumin de Mulheres, como centro formador de pessoal e a Casa da Alimentação, como forma de discutir a nutrição dessa parcela da população.“A assembléia tem o objetivo de reestruturar o Grumin do aspecto político, organizacional e estrutural, promover eventos, capacitação e promoção de desenvolvimento na comunidade com geração de renda, capacitação na área de saúde dos direitos reprodutivos, que é uma demanda muito importante, capacitação na área de violência, educação, saúde. Estamos empenhadas nessa luta”, explicou a coordenadora do Grumin, Eliana Potiguara.Segundo ela, as dificuldades das mulheres indígenas são muitas. Envolvem desde a sensibilização da sociedade para os problemas dessa parcela da população até a capacitação e a orientação quanto à demarcação de terras. “Atender às demandas das mulheres indígenas, no sentido de que elas possam ter acesso ao trabalho, à maternidade segura, abrir espaço para as mulheres indígenas escritoras, para que elas possam desenvolver textos e reivindicar o desenvolvimento de serviços básicos que a gente precisa na área de saúde, educação, trabalho, demarcação das terras. São essas demandas que estamos interessadas”, disse.Para isso, de acordo com Eliana, serão feitas parcerias com o governo do estado do Rio de Janeiro, com o movimento feminista do estado e com outros movimentos indígenas.O Grumin foi formado em 1996 e logo se transformou na Rede de Comunicação Indígena para mobilizar os povos indígenas quanto aos seus direitos. 

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