A Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul intensificou ontem, as discussões em torno de uma proposta que coloque ponto final na crise do setor de segurança pública.
O fator principal disso tudo foi o agravamento da crise registrada, em Dourados, no último final de semana, quando a polícia teve de encarar assaltantes, ligados ao PCC (Primeiro Comando da Capital).
Por causa disso, os deputados querem que a Mesa Diretora da Casa coloque logo em votação projeto que proíbe a transferência de presos de outros centros brasileiros para o Estado.
De autoria do deputado Cícero de Souza (PSL), a matéria está tramitando há vários meses na Assembléia, mas só deve ser votada, com urgência, se houver acordo de lideranças.
O pedido de urgência foi feito pelo deputado Murilo Zauith (PFL), que ontem voltou à tribuna para relatar o clima tenso por que passa Dourados, a segunda maior cidade do Estado.
"Não estamos preparados para enfrentar tamanha violência como nos grandes centros do País, onde a população já anda de carro blindado. Agora, o governador vai a Dourados e diz que isso era normal", criticou Murilo.
A maior preocupação do deputado é que ao serem transferidos, esses detentos não vêm sozinhos para o Estado. "O pior é que vem junto com eles uma verdadeira gangue para dar cobertura", arrematou o pefelista.
O discurso do deputado ganhou o apoio dos colegas José Teixeira (PFL), Maurício Picarelli (PSD) e Onevan de Matos, líder da bancada do PMDB.
"O projeto do deputado Cícero tem de sair da gaveta para que possamos acabar com a permuta de presos, criticou Picarelli, referindo-se à transferência de detentos para os presídios sul-mato-grossenses.
Defensor de um plano de segurança mais abrangente, José Teixeira voltou a cobrar a reestruturação do aparelho policial, principalmente na região da Grande Dourados, onde a criminalidade tem sido destaque na imprensa estadual e até nacional.
"Por isso sou favorável que votemos logo o projeto do deputado Cícero. Só assim param de importar a marginalidade", alertou Teixeira, em aparte ao discurso do seu companheiro de partido.
Para Onevan de Matos, o que aconteceu em Dourados é preocupante. Além de lembrar que a segurança pública já é objeto de investigação na Assembléia
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