HÁ SEIS MESES, quando começou a pensar numa forma de fazer algo para reanimar a si mesmo e aos seus eleitores, o deputado federal Nikolas Ferreira não imaginava que acabaria conduzindo uma multidão em 250 quilômetros pela rodovia BR-040 — a pé. A caminhada mostrou pelas cidades do "interiorzão" do Brasil profundo que os brasileiros de bem exigem o país de volta! Como? Boa pergunta. Mas podemos afirmar que, historicamente, tudo começa em manifestações simbólicas, que vão ganhando corpo e que, aos poucos, mudam a mentalidade da nação - e aí a importância do povo continuar rejeitando toda a canalhice que está hoje no poder, para que "as sementinhas" de um novo e melhor futuro possam continuar sendo regadas e cultivadas...
O fato é que o jovem Nikolas Ferreira, goste ou não, recebeu um apoio inacreditável nas ruas - e que até então se manifestava de forma extraordinária nas redes sociais - onde seus vídeos somam centenas de milhares de visualizações. Nas urnas, ele foi o deputado federal mais votado do país em 2022, com quase 1,5 milhão de votos. Apesar do inegável sucesso da empreitada, a imprensa velha fez de conta, até o último instante, que nada de relevante acontecia. Entretanto, já no final da manifestação, o tema só ganhou espaço quando um fenômeno natural ofereceu a chance de tratar do evento de forma negativa. Muitos jornalistas, incluindo os “especializados”, tentaram atribuir ao deputado a responsabilidade por um raio que atingiu alguns dos presentes...
POR FALAR EM fatos, e o caso Master, hein? Eu sei que os leitores podem estar cansados desse tema, mas é exatamente o que eles querem: que a gente se esqueça ou se conforme. Não! O episódio envolvendo o resort em Ribeirão Claro, “que não é de Dias Toffoli”, está cada vez mais parecido com o do sítio em Atibaia, “que não era de Lula”, comparou a jornalista Rachel Díaz. “Está incontrolável”, resumiu o comentarista Alexandre Garcia. “A cada dia, mais revelações. Quanto mais se puxam agendas, mais promiscuidade vai aparecendo, mais nomes.” Apesar das evidências contra ministros do STF, o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, continua fazendo o que pode — e também o que não pode — para blindar o Tribunal. (fonte: Revista Oeste)
"Incrível como o PGR se transformou num mero despachante do Supremo", refletiu a jornalista Branca Nunes. Há anos, o STF vem esticando os limites da Constituição até o ponto da ruptura, com o silêncio e cumplicidade da velha imprensa, do Ministério Público e do Senado (que, por força de lei, poderia - ou deveria - fazer alguma coisa). Os abusos são diversos: avocação de processos sem critério objetivo, decisões monocráticas com efeitos sistêmicos, inquéritos criados de ofício e prolongados indefinidamente, concentração de funções incompatíveis entre si – tudo isso deixou de ser exceção e passou a compor um método. O recente caso Master sintetiza muito bem como a ilegalidade virou normalidade. Querem que aceitemos o inaceitável? (Branca Nunes)
A PROMESSA DE que o caso (escandaloso) do Banco Master poderá retornar à primeira instância não resolve o problema. Trata-se de um argumento cínico. A eventual devolução dos autos não apaga o histórico de interferências, nem desfaz os constrangimentos já impostos ao sistema de Justiça. Não se corrige um abuso institucional jogando-o para debaixo do tapete após consumado. Infelizmente, o que temos hoje é a expressão cristalina de uma corte que perdeu o senso de limite, de autocrítica e de responsabilidade institucional e que se vê como impermeável a qualquer crítica ou controle externo. Diante desse quadro, não há mais espaço para complacência nem silêncio cúmplice. O país já não suporta mais a normalização do abuso. (fonte: Gazeta do Povo)
Cabe às instituições da República – em especial ao Senado, guardião constitucional do controle sobre o Supremo – cumprir o dever que vem sendo sistematicamente adiado. Moraes e Toffoli não podem continuar zombando do país. As instituições ainda comprometidas com os valores republicanos precisam reagir, com firmeza e coragem, exigindo uma investigação profunda sobre o Master e sua rede de influências. O próprio Moraes disse que a profissão da magistratura é das mais restritas que existem (?), e o juiz pode basicamente só dar aulas e palestras, mas acaba sendo "atacado"? Deixa eu enxugar uma lágrima aqui, comovido com a vitimização do ministro cuja família possui um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master... (Rodrigo Constantino)
JÁ O MINISTRO Toffoli lembrou que vários juízes são fazendeiros. Tem mesmo um que é grande fazendeiro em Mato Grosso e seu colega no STF. Estaria Toffoli mandando recado para Gilmar Mendes, para que ele saia com mais afinco na defesa dos dois envolvidos no caso Master (Moraes e Toffoli)? E Moraes disse ainda que agem de má-fé aqueles que repetem que ministro supremo (não) pode julgar casos em que familiares estão em uma das partes. O próprio Moraes não se considera suspeito nem quando ele mesmo é a vítima no processo! Então tá tudo bem, né? E quem criticar estará atacando as instituições!? E ainda tem o chamado nepotismo cruzado, já ouviu falar? Vamos explicar abaixo. Ao que parece, está tudo dentro da lei... Tá sim, tudo certo, confia!
Funciona mais ou menos assim: para não dar tanta bandeira, um deputado contrata o filho do colega senador, que por sua vez contrata a sobrinha do deputado. Ah, e olha que curioso, no STF, vários cônjuges ou filhos possuem escritórios de advocacia que se "especializaram" em casos no Supremo Mas deve ser só coincidência. É puro mérito e competência profissional quando um escritório sai de 5 para 540 casos no STF justamente quando o pai se torna ministro! Moraes também reclamou de juiz partidário, após Toffoli lembrar que isso é proibido por lei. Já pensou um juiz gritar por aí "nós derrotamos o lulismo"? Seria terrível para a imagem da magistratura, não? "Perdeu, mané"! Já imaginou? Ainda bem que não temos casos assim, não é? (Rodrigo Constantino)
A HIPOCRISIA reina, enfim, quando eles subestimam a inteligência da sociedade e ainda querem passar ares de imparcialidade e profissionalismo, jurando que estão sendo "atacados", criticados injustamente, quando na verdade são eles que mancham a imagem de qualquer instituição da qual fazem parte, ainda mais uma corte constitucional! André Marsiglia resumiu bem: "O que mais me incomodou não foram as falas de Moraes e Toffoli – deles nada se espera –, mas o silêncio constrangido e constrangedor dos demais ministros". Ainda bem que, por aqui, continuamos tendo espaço para falar, protestar e informar a população de tudo o que eles querem que você esqueça, eleitor e cidadão! A semente da esperança de um Brasil diferente! Não desista!
"Estou chegando ao Congresso, após o recesso, com uma missão clara: não deixar que o escândalo do Master seja empurrado para debaixo do tapete. O que está em jogo aqui não é disputa política — é o respeito ao Brasil, ao dinheiro público e à lei. Uma pessoa tem sido claramente omissa nesse processo: Davi Alcolumbre, presidente do Senado. Nós queremos, Davi, a instalação imediata da CPMI do Banco Master. É o mínimo! O povo brasileiro não aguenta mais. Estamos falando de denúncias gravíssimas, que chocam qualquer cidadão honesto. A situação é insustentável. Como aceitar que ministros do STF permaneçam na órbita de um caso que envolve contratos milionários e relações privadas com banqueiros investigados?" (Carlos Jordy, deputado)
O PROJETO da Dosimetria (PL 2.162/2023) foi criado justamente para restaurar a proporcionalidade das penas, mas Lula derrubou. Agora, precisamos pressionar o congresso para reagir! Sou mãe, sou trabalhadora e poderia muito bem ter sido eu. Bastava estar de joelhos, rezando em frente a um quartel, com um fio de esperança no coração — esperança de um Brasil melhor, justo, livre. Perdemos o Clesão — um homem que morreu preso, antes mesmo de ser julgado. Vimos Débora, uma cabeleireira sem antecedentes, ser condenada a 14 anos por ter passado batom numa estátua. Isso mesmo, 14 anos! Uma pena maior que a de muitos assassinos e traficantes. Querem apagar nossa esperança? Querem matar nossos sonhos? (Glauciane Teixeira, ativista)
Nos últimos tempos vivemos um momento histórico — não apenas pela gravidade das injustiças cometidas contra os presos do 8 de janeiro, mas também pela resistência corajosa de milhares de cidadãos que decidiram não se calar. Tudo começou com a indignação popular diante das condenações desproporcionais e das violações de direitos humanos fundamentais. Famílias despedaçadas, processos sem ampla defesa, penas que pareciam mais vingança política... A luta é grande! O ano promete! O tema está no centro da pauta política — e isso aconteceu porque o povo não ficou calado! É hora de manter a pressão, especialmente sobre o presidente da Câmara, Hugo Motta, para que ele coloque imediatamente o PL da Anistia em votação. Avante, BRASIL!
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