Durante a abertura oficial da “Festa do peixe” no Parque Antenor Martins em Dourados, ocorrida ontem à noite, o deputado estadual Ari Artuzi usou sua fala no púlpito e ameaçar adversários políticos que ele não quis nomear. Segundo o deputado há sete juízes “atrás dele” no processo de cassação que o PMDB está movendo contra ele, mas ele disse que não se deixa abalar, porque teve 37 mil votos no município.
“Estão querendo me tirar o mandato, um mandato que o povo me deu, e olha minha gente, tem político por trás, tem até radialista envolvido, um monte de gente”, disse ele.
Ele disse ainda que não tem mais medo de perder o mandato. “Se me tirarem, eu consigo entrar com um recurso para fazer voltar” disse ele.
Acusações
Na segunda-feira (19), Artuzi havia dito ao jornal da capital, “Mídia Max” que o vice-governador, Murilo Zauith, o vereador Eduardo Marcondes, o radialista Marçal Filho e o deputado federal Geraldo Resende estariam tramando para que ele fosse cassado. ““O Marçal Filho, o Geraldo Resende e o Eduardo Marcondes seguem as vontades do diretório regional do PMDB e fazem perseguição a mim. Mas eles também estão perseguindo e prejudicando o município de Dourados, pois se eu perder meu mandato quem vai assumir a vaga será o suplente de Paranaíba. Eles me perseguem para me prejudicar politicamente. Não levam em conta que Dourados vai perder representatividade política. Isso para eles não importa. Dourados, para eles, não importa”, afirmou Ari Artuzi.
Contra Murilo ele disse que o vice-governador está “trabalhando nos bastidores para que o Tribunal Regional Eleitoral casse o meu mandato. Em vez de trabalhar por Dourados e retribuir a confiança que os douradenses depositaram nele em 2006, fica agindo na sombra para que o TRE tome o meu mandato. Eles não têm respeito aos 37 mil eleitores que votaram em mim, não têm respeito por Dourados”, afirmou.
Geraldo e Marçal se pronunciaram. “Quem diz isso comete um absurdo, aposta na ignorância e só quer provocar confusão. Não vejo sentido em tirar o mandato de ninguém dessa forma. Eu mesmo vivo um processo parecido e acredito na decisão da Justiça”, disse Geraldo Resende. " Todos sabem que sempre afirmei que somente o povo poderia cassar o Ari, pois foi o povo que o elegeu. Ao contrário do Ari, eu acredito na independência do Judiciário, que certamente não está suscetível à pressão deste ou daquele setor", explicou Marçal Filho.
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