Artistas das diversas áreas da cultura que participam do 12º Festival
de Inverno de Bonito lançaram na noite da última sexta-feira, na
Praça da Liberdade, onde o evento está centralizado, manifesto de
apoio á reivindicação dos artistas que ocuparam durante esta semana o
prédio da Funarte, em São Paulo.
O documento pede a imediata mobilização do setor, da população e dos
gestores públicos para que seja levada à votação e aprovada com
urgência a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 236 e a PEC 150,
que tramitam há anos no Congresso Nacional.
A PEC 236 prevê a inclusão da cultura como direito social, tal como a
educação, a saúde, a moradia e o trabalho, enquanto a PEC 150
determina que 2% do orçamento da união sejam investidos na cultura,
conforme orientação da ONU (Organização das Nações Unidas) contida no
documento “agenda 21 da cultura”.
Durante a chamada “ocupação simbólica do festival” foi feita a leitura
do manifesto e iniciada a coleta de assinaturas para o abaixo-assinado
que acompanhará o documento, que será entregue pela comissão de
mobilização aos deputados estaduais, federais e senadores de Mato
Grosso do Sul - entre outras autoridades.
O ato contou com a presença do diretor-presidente da Fundação de
Cultura, Américo Calheiros - convidado pelos organizadores.
Para poeta Delasnieve Daspet, que participou da elaboração e leu o
manifesto, a aprovação das propostas dará á área da cultura a
importância real que tem para a formação e consolidação da identidade
nacional, para o próprio País e para o mundo.
De acordo com a diretora de teatro Ramona Rodrigues, uma das
organizadoras, a mobilização permanente dos artistas é fundamental a
aprovação das propostas. “Não podemos nos omitir diante da importância
que a aprovação das emendas tem para os trabalhadores da cultura”,
destacou.
Segundo o artesão Jorge de Barros, integrante do movimento, a
aprovação é decisiva para que o setor tenha a autonomia necessária
para desenvolver uma política consistente, sem recuos. “A cultura não
pode ficar ao sabor de incertezas políticas, deve ser vista como um
investimento, como uma prioridade” afirmou.
Serviço:
Outras informações sobre o movimento e o manifesto podem ser obtidas
pelos telefones: 9911-1959 (Delasnieve Daspet/poeta); 3029-1865
(Ramona Rodrigues/diretora de teatro) e 9917-9896 (Jorge de
Barros/artesão).
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