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Argentina tenta recuperar prestígio contra o Chile hoje

06 setembro 2003 - 12h24

Argentina e Chile estréiam neste sábado nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo da Alemanha de 2006 com expectativas diferentes. Enquanto os primeiros querem fechar a ferida do fracasso de 2002 e reconquistar o prestígio junto à sua torcida, os chilenos apostam no fator surpresa para superar a seleção vizinha. A partida entre as duas equipes acontecerá no estádio Monumental de River Plate, em Buenos Aires, com capacidade para 42 mil pessoas, de acordo com a Associação de Futebol Argentina (ASA). Até quinta-feira, apenas a metade dos ingressos tinha sido vendida, o que para muitos analistas representa a clara desconfiança dos torcedores argentinos com a seleção. Em outras épocas, a procura por entradas era muito mais ostensiva e rápida. Os torcedores argentinos não conseguem esquecer o fiasco da Copa da Coréia do Sul e Japão em 2002, quando os argentinos chegaram como grandes favoritos e voltaram para casa no final da primeira fase. Mesmo que a seleção do técnico Marcelo Bielsa, desde 1998, nunca tenha despertado uma sólida confiança nos argentinos, os resultados das eliminatórias para 2002 despertaram ilusões. "Precisamos do apoio dos argentinos. Não adianta nos matarmos dentro de campo. Temos de contar com os gritos da galera. É necessário confiar no peso da camisa de nosso país", disse o goleiro Pablo Cavallero. "Temos de nos unir e atirar para o mesmo lado", ressaltou também o atacante Andrés D"Alessandro, em alusão ao apoio dos torcedores. Após 15 meses da tragédia asiática, a Argentina ainda sente as mazelas da última copa e entra em campo contra os chilenos pretendendo cicatrizar de vez o passado. Contudo, não bastará só a vitória. Será necessário que o time se apresente bem. Os argentinos já não contam com estrelas como Gabriel Batistuta e Diego Simeone, mas ganharam reforços expressivos como Javier Saviola, Andrés D"Alessandro, Pablo Aimar, César Delgado e Gabriel Milito. Entretanto, um ponto na seleção tem sido muito questionado pela imprensa e pelos torcedores: a permanência de Marcelo Bielsa. Ela era o treinador do time que fez o mundo apostar na vitória Argentina no último mundial, após a excelente classificação nas Eliminatórias. Mas, foi incapaz de manter o mesmo desempenho de sua equipe durante a Copa do Japão/Coréia. Já pelo lado dos chilenos, a partida terá menos peso. A seleção joga na casa dos adversários e não tem a mesma tradição dos vizinhos. Porém, estas eliminatórias são encaradas pelo país como um ponto de honra, após a triste participação na última edição do torneio: terminaram na lanterna. Para o jogo deste sábado, o técnico Juvenal Olmos não contará com sua maior estrela Marcelo Salas e nem com o meio-campo David Pizarro - ambos machucados. Olmos sabe de sua dura tarefa frente aos argentinos e diz que estaria contente com um empate, porém, não deixa de apostar no fator surpresa. "Nossa equipe está convencida de que pode fazer história. Muitos disseram que não temos opção e pintaram um futuro pessimista. Mas, acreditamos que podemos fazer algo importante já no início das eliminatórias", assegurou o técnico. Escalações:Argentina: Pablo Caballero; Nelson Vivas, Roberto Ayala, Walter Samuel; Javier Zanetti, Matías Almeyda, Cristian González; Pablo Aimar, Andrés D"Alessandro; César Delgado e Hernán Crespo. Técnico: Marcelo Bielsa. Chile: Nelson Tapia; Cristian Alvarez, Pablo Contreras, Rafael Olarra, Rodrigo Pérez; Fernando Martel, Marcos González, Rodrigo Meléndez, Mark González; Reinaldo Navia e Héctor Tapia. Técnico: Juvenal Olmos.            Últimas de Eliminatórias Mundial 2006 » Uruguai larga nas Eliminatórias contra a Bolívia» Jornalista morre a caminho do jogo do Brasil» Pelé espera não sofrer com Seleção» Paraguai pega Peru sem Chilavert   Busca Faça sua pesquisa na Internet:          Buenos Aires - Argentina e Chile estréiam neste sábado nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo da Alemanha de 2006 com expectativas diferentes. Enquanto os primeiros querem fechar a ferida do fracasso de 2002 e reconquistar o prestígio junto à sua torcida, os chilenos apostam no fator surpresa para superar a seleção vizinha. A partida entre as duas equipes acontecerá no estádio Monumental de River Plate, em Buenos Aires, com capacidade para 42 mil pessoas, de acordo com a Associação de Futebol Argentina (ASA). Até quinta-feira, apenas a metade dos ingressos tinha sido vendida, o que para muitos analistas representa a clara desconfiança dos torcedores argentinos com a seleção. Em outras épocas, a procura por entradas era muito mais ostensiva e rápida. Os torcedores argentinos não conseguem esquecer o fiasco da Copa da Coréia do Sul e Japão em 2002, quando os argentinos chegaram como grandes favoritos e voltaram para casa no final da primeira fase. Mesmo que a seleção do técnico Marcelo Bielsa, desde 1998, nunca tenha despertado uma sólida confiança nos argentinos, os resultados das eliminatórias para 2002 despertaram ilusões. "Precisamos do apoio dos argentinos. Não adianta nos matarmos dentro de campo. Temos de contar com os gritos da galera. É necessário confiar no peso da camisa de nosso país", disse o goleiro Pablo Cavallero. "Temos de nos unir e atirar para o mesmo lado", ressaltou também o atacante Andrés D"Alessandro, em alusão ao apoio dos torcedores. Após 15 meses da tragédia asiática, a Argentina ainda sente as mazelas da última copa e entra em campo contra os chilenos pretendendo cicatrizar de vez o passado. Contudo, não bastará só a vitória. Será necessário que o time se apresente bem. Os argentinos já não contam com estrelas como Gabriel Batistuta e Diego Simeone, mas ganharam reforços expressivos como Javier Saviola, Andrés D"Alessandro, Pablo Aimar, César Delgado e Gabriel Milito. Entretanto, um ponto na seleção tem sido muito questionado pela imprensa e pelos torcedores: a permanência de Marcelo Bielsa. Ela era o treinador do time que fez o mundo apostar na vitória Argentina no último mundial, após a excelente classificação nas Eliminatórias. Mas, foi incapaz de manter o mesmo desempenho de sua equipe durante a Copa do Japão/Coréia. Já pelo lado dos chilenos, a partida terá menos peso. A seleção joga na casa dos adversários e não tem a mesma tradição dos vizinhos. Porém, estas eliminatórias são encaradas pelo país como um ponto de honra, após a triste participação na última edição do torneio: terminaram na lanterna. Para o jogo deste sábado, o técnico Juvenal Olmos não contará com sua maior estrela Marcelo Salas e nem com o meio-campo David Pizarro - ambos machucados. Olmos sabe de sua dura tarefa frente aos argentinos e diz que estaria contente com um empate, porém, não deixa de apostar no fator surpresa. "Nossa equipe está convencida de que pode fazer história. Muitos disseram que não temos opção e pintaram um futuro pessimista. Mas, acreditamos que podemos fazer algo importante já no início das eliminatórias", assegurou o técnico. Escalações:Argentina: Pablo Caballero; Nelson Vivas, Roberto Ayala, Walter Samuel; Javier Zanetti, Matías Almeyda, Cristian González; Pablo Aimar, Andrés D"Alessandro; César Delgado e Hernán Crespo. Técnico: Marcelo Bielsa. Chile: Nelson Tapia; Cristian Alvarez, Pablo Contreras, Rafael Olarra, Rodrigo Pérez; Fernando Martel, Marcos González, Rodrigo Meléndez, Mark González; Reinaldo Navia e Héctor Tapia. Técnico: Juvenal Olmos.

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