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Argentina: Carlos Menem quer voltar para o país em setembro

15 agosto 2004 - 18h12

O ex-presidente argentino Carlos Menem voltará a seu país no próximo mês e planeja se apresentar à Justiça local para responder a três processos, confirmaram pessoas ligadas a ele. Antes de retornar do Chile, onde vive com sua mulher, a chilena Cecilia Bolocco e o filho do casal, Máximo Saúl, os advogados de Menem pedirão a isenção de prisão nos três processos nos quais a Justiça pediu que deponha e pelos quais pesam sobre ele dois pedidos de captura internacional. "Estamos preparando tudo para que Menem se apresente. Primeiro pediremos a isenção de prisão", disse o advogado Oscar Salvi ao jornal "La Nación", de Buenos Aires. O senador Eduardo Menem, irmão do ex-presidente, afirmou que "Carlos Menem volta no mês que vem". Caso não obtenha a isenção de prisão, Menem pode ser detido pela Interpol uma vez que atravesse as fronteiras chilenas. Os juízes argentinos Norberto Oyarbide e Jorge Urso pediram a captura internacional do ex-governante quando ele não se apresentou aos interrogatórios marcados. Por isso, foi declarado foragido da Justiça na Argentina. Menem devia depor pelo suposto superfaturamento na construção de duas penitenciárias na província de Buenos Aires, processo a cargo do juiz Urso, e por suposta omissão maliciosa de contas na Suíça, sob responsabilidade de Oyarbide. Além disso, o ex-mandatário, de 73 anos, não se apresentou em 11 de agosto em Buenos Aires para prestar depoimento ao juiz Sergio Torres por supostas irregularidades na concessão de um terreno público. Até agora, as tentativas dos advogados de Menem de anular as ordens de captura internacional ditadas por Urso e Oyarbide não tiveram resultado. No entanto, os pedidos de prisão com fins de extradição feitos pelos mesmos juízes também foram negados pelas autoridades do Chile. O ex-presidente (1989-1999) esteve em prisão domiciliar durante 166 dias em 2001, por uma causa relacionada com o desvio de armas argentinas para o Equador e a Croácia. O jornal "El Independiente", de La Rioja, a província de onde provém Menem, informou hoje que ele instalou escritórios "políticos" em Santiago do Chile para atender aos dirigentes que continuam alinhados a ele. Segundo o "La Nación", o ex-governante viajará sozinho para a Argentina, se instalará em sua casa de La Rioja e não se apresentará a nenhum cargo político, apesar de que buscará fortalecer sua linha partidária interna.

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