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Arafat estuda pedido de demissão de Abu Mazen

06 setembro 2003 - 07h46

O presidente palestino, Yasser Arafat, está inclinado a aceitar a renúncia apresentada pelo primeiro-ministro Mahmud Abas (Abu Mazen), mas ainda não anunciou uma decisão oficial sobre a questão, informaram fontes da Autoridade Nacional Palestina (ANP). Segundo disse à EFE o funcionário palestino Ahmed Soboh, Arafat conversará sobre o assunto com o Comitê central do Fatá e com o Comitê Executivo da Organização para a Libertação da Palestina (OLP). De acordo com a Lei Básica palestina, se for formalizada a renúncia, Arafat terá que pedir a outra pessoa que forme um novo gabinete. Segundo disseram hoje fontes palestinas de Ramala, Abu Mazen apresentou na noite da sexta-feira a carta de renúncia a Arafat devido às disputas internas na ANP. O Escritório do primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, afirmou hoje, em comunicado que a renúncia de Abu Mazen, "é uma questão interna palestina", mas Israel "acompanha de perto os eventos" e não aceitará que Yasser Arafat volte a dirigir a ANP. "A renúncia de Abu Mazen é uma questão interna palestina. Israel acompanha os eventos de perto, mas é claro que não aceitará que Yasser Arafat ou qualquer de seus próximos volte a estar no comando da ANP (Autoridade Nacional Palestina)", diz comunicado divulgado na tarde deste sábado. Paralelamente, altos comandantes militares afirmaram à rádio pública israelense que os passos dados por Israel para promover o processo de paz iniciado com Abu Mazen eram sérios, mas continuam sendo "reversíveis". O ministro da Agricultura, Israel Katz, já pediu ao governo de Ariel Sharon que congele qualquer medida prevista para reconstruir a confiança entre as partes -entre elas a concessão de mais vistos de trabalho a palestinos- até que a situação se esclareça. Katz também pediu a expulsão de Arafat da região e uma declaração do governo de que garantirá a segurança de seus cidadãos por seus próprios meios, e não segundo os acordos feitos com os palestinos. Abu Mazen expôs ao Parlamento palestino os "obstáculos" que o levaram apresentar sua demissão ao presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), segundo uma fonte oficial. "Abu Mazen expôs os obstáculos que impedem seu trabalho e nos informou que apresentou sua demissão ao presidente Arafat", disse à imprensa o presidente do Parlamento, Ahmed Qorei, acrescentando que o primeiro-ministro "falou de obstáculos internos, israelenses e americanos". De acordo com o deputado independente Azmi Al Chueibi, Abbas afirmou que "alguns indivíduos no comitê central do Fatah (o movimento de Arafat e Abbas) não querem sua permanência no cargo". Ainda hoje, por volta das 11H00 de Brasília, os deputados palestinos irão ao quartel-general de Arafat para conhecer sua posição sobre a decisão de Abbas, segundo fontes parlamentares. Abu Mazen foi designado por Arafat como primeiro-ministro em março deste ano e passou a ocupar o cargo no dia 29 de abril, após divergências entre ambos em relação à inclusão de Mohamed Dahlan no gabinete à frente da pasta de Assuntos de Segurança. Desde sua posse, Abu Mazen teve claras divergências com o presidente palestino, que o levaram no passado a ameaçar renunciar. Um dos principais problemas é que Arafat controla 70% das forças de segurança da ANP. Observadores locais afirmam que sem Abu Mazen no governo Arafat não conseguirá suportar as pressões internacionais e terá que pedir-lhe que volte ou que designe um substituto que seja totalmente fiel ao atual premier. Por enquanto, os EUA já disseram que se Abu Mazen abandonasse o cargo, deixariam de apoiar o Mapa de Caminho, segundo afirma hoje o jornal americano The New York Times.  

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