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EDUCAÇÃO

Após um ano sem presidente, Simted realiza eleição

25 novembro 2015 - 18h50

O Simted (Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação) de Dourados realiza uma eleição suplementar nesta quinta-feira (26) para escolha de representantes. A entidade está desde novembro do ano passado sem presidente e há oito meses é conduzida por uma junta governativa que atua de forma provisória.

A eleição será das 8h às 20h. Haverá urna disponível na sede do Simted e também um trabalho itinerante, que levará as urnas até escolas, Ceims (Centros de Educação Infantil Municipal) e outros órgãos com grande concentração de profissionais da educação.

Qualquer filiado que esteja quite com a tesouraria nos últimos três meses pode votar. “É importante reforçar e chamar a categoria para que todos participem. Quem não tiver a oportunidade de votar no local de trabalho, estiver em casa de licença ou em hora atividade, pode recorrer à urna no Simted que está disponível a todos os filiados”, explica Juliano Meneghetti Mazzini, candidato a vice-presidente.

Apenas uma chapa concorre nessas eleições, denominada “Compromisso e Luta”. Esta é encabeçada pela candidata a presidente Gleice Jane Barbosa. Além de escolher os membros da diretoria, os eleitores ainda devem escolher os representantes do Conselho Fiscal, que ambém tem apenas uma chapa concorrente. São pelo menos 1,7 mil filiados que estão aptos a votar. A expectativa é de ao menos mil compareçam às urnas.

A eleição é suplementar, ou seja, os eleitos ao invés de assumir a entidade por três anos, vão assumi-la pelo período de dois anos. Caso a chapa única vença o pleito, a posse será realizada após análise de recursos, se houver. A previsão é de que tome posse logo na segunda-feira (30). Se a maioria não elegê-la, a Junta Governativa continua à frente da instituição.

IMBRÓGLIO

A chapa encabeçada por Gleice Jane é composta pelos mesmos membros daquela eleita em novembro do ano passado e cuja posse foi impedida por força de liminar na justiça. O pleito foi marcado por muita polêmica.

Em 2014, três chapas se inscreveram para as eleições, porém duas foram impugnadas pela Comissão Eleitoral do Simted, por descumprimento ao que estava previsto no estatuto. Entre os itens que levaram a isso, estavam a composição das duas chapas com servidores contratados em cargos de confiança do governo, sendo que uma delas ainda tinha membros com problemas de filiação junto ao sindicato e entrega errada de documento.

Uma dessas chapas entrou com recurso que foi jugado e negado em assembleia do sindicato. Eles ainda recorreram à Justiça do Trabalho para tentar barrar a eleição, porém não houve liminar favorável ao impedimento dessa e, posteriormente, a justiça trabalhista se declarou incompetente para julgar o processo. Dessa forma, a eleição ocorreu normalmente com a chapa única encabeçada por Gleice Jane, que foi eleita.

Então, a mesma chapa concorrente à época entrou com processo na justiça comum contra a posse da diretoria eleita. Foi concedida uma liminar suspendendo a posse, para que fossem posteriormente julgadas as ações. “Até o momento não foram julgadas, então não temos uma definição ainda do que aconteceu. Até hoje o juiz não disse se tem ou não tem problema naquela eleição”, relata Gleice.

Em fevereiro deste ano, foi criada uma Junta Governativa eleita em assembleia para que pudesse administrar o sindicato neste período. Porém, essa é provisória. Então, nos últimos meses os trabalhadores fizeram um abaixo assinado pedindo nova eleição, o que vai acontecer nesta quinta-feira. “É um processo eleitoral normal, que atende a todos os requisitos de uma eleição do Simted”, diz Gleice, que também é membro da Junta.

FRAGILIDADES

Durante o período em que ficou sem presidente, ela relata que o sindicato teve fragilidades. Foram, pelo menos, três meses sem acesso à conta bancária da entidade, que só foi permitida após pedido na justiça. Também houve dificuldade junto ao município e Estado para liberar os integrantes da Junta para trabalhar em prol do sindicato, entre outros.

Para a candidata à presidente, a questão administrativa da entidade praticamente não teve ônus. A maior perda neste período foi de força política, na luta por mais conquistas para a categoria em negociações salariais e outros pleitos.

Ela ainda acredita que uma diretoria eleita pode deixar o sindicato fortalecido, uma necessidade já que a partir de 2016 será a fase de implantação de algumas medidas negociadas anteriormente com o poder público. Lembrou que caso a chapa seja eleita, será mantido o funcionamento das decisões sempre ouvindo e dialogando com a categoria.

Falou ainda que entre os focos dessa chapa está melhorar o diálogo do sindicato com os aposentados, trabalhar a questão salarial dos administrativos que na visão de Gleice foram os mais prejudicados com a situação da entidade – eles ficaram sem reajuste salarial este ano -, e com a educação especial e infantil.

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