Após a descoberta de um plano de fuga, o empresário Hyran Georges Delgado Garcete, acusado de ser o chefe de uma quadrilha de contrabando de cigarros e lavagem de dinheiro, preso desde o dia 10 de outubro do ano passado, voltou às celas da PF (Polícia Federal).
Ele foi transferido do IPCG (Instituto Penal de Campo Grande) no domingo (25), de forma sigilosa, depois que a PM2 (Serviço Reservado da Polícia Militar) descobriu que ele poderia fugir da unidade. Conforme o juiz federal Odilon de Oliveira, Garcete havia tramado um plano de fuga.
Sem revelar detalhes da execução do plano, o juiz disse que o acusado foi transferido “de repente” após ser descoberto que a fuga estava prevista para um domingo de visitas.
A reportagem do site Campograndenews apurou que a fuga teria ajuda de outros detentos da unidade e custaria R$ 1 milhão. Seria uma fuga “light”, sem risco de vida para o empresário da fronteira. A intenção era de que saísse pela porta da frente da unidade penal, como se fosse um visitante.
O advogado de Garcete, René Siufi, classificou a possibilidade de fuga como “uma piada”. “Não tem plano de fuga”, disse. Ele disse ainda que já está tomando providências sobre o caso. “Ninguém falou nada para ele nem para mim sobre a transferência”, declarou Siufi.
A Polícia investiga quem são os envolvidos com o plano. A informação vazou no próprio presídio e chegou à policiais.
Segundo a assessoria de imprensa da PF, a transferência foi feita atendendo a pedido da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário).
Garcete ficou na PF de 10 de outubro a 08 de novembro, quando foi transferido para o Presídio de Trânsito. No começo de fevereiro ele foi para o IPCG, devido à remoção de presos do EPSM (Estabelecimento Penal de Segurança Máxima) por conta da reforma do pavilhão I para a unidade em que ele estava.
O empresário é acusado de diversos crimes, entre eles formação de quadrilha, contrabando e lavagem de dinheiro. Ele seria o chefe de uma quadrilha com ramificações em vários Estados e que envolveria também familiares dele, que também respondem a processo na Justiça Federal.
A ação em que ele figura como réu foi barrada no início do mês pelo TRF (Tribunal Regional Federal) atendendo a pedidos dos advogados, que alegaram não ter tido acesso à transcrição completa das escutas telefônicas – principais provas usadas pela PF-. Todos os acusados, testemunhas de acusação e defesa já foram ouvidas.
Garecete também é acusado de pistolagem e porte ilegal de armas, crime pelo qual permanece preso, já que pelos outros teve vários habeas corpus concedidos. Ele é a única pessoa presa na Operação Bola de Fogo que ainda não conseguiu liberdade no Estado.
A reportagem não conseguiu localizar o diretor da Agepen, Luiz Carlos Telles, para comentar o plano de fuga. O secretário Wantuir Jacini estava em reunião e também não pôde comentar.
Deixe seu Comentário
Leia Também

Zé Teixeira defende endurecimento de leis e estrutura no combate ao feminicídio

Pela Vida das Mulheres: atos do 8 de março ocupam ruas pelo Brasil
Homem é detido pouco tempo depois de furtar moto de segurança em Dourados

Tentativa de homicídio deixa jovem gravemente ferido

Criminoso usa faca para render ciclista e roubar celular

"Não podemos nos conformar com homens matando mulheres", diz Lula

Homem dispara contra esposa após discussão no Altos da Alvorada

Polilaminina: entenda a esperança e os testes ainda necessários

Jovem de 27 anos morre após colidir moto contra árvore

Novorizontino x Palmeiras define campeão paulista neste domingo
Mais Lidas

Ex-administrador de hospital é investigado por desvio milionário e tem bens sequestrados em operação

Polícia cumpre mandado em Dourados e investiga suspeita de golpe em clínica oftalmológica

Nova avenida vai margear Parque Arnulpho Fioravante com projeção de ligação à BR-163
