O país todo tem sofrido as conseqüências da crise aérea generalizada que se instalou desde o dia 29 de Setembro de 2006 quando ocorreu o maior acidente aéreo do Brasil.
Além de todos os transtornos sofridos pelos usuários desse tipo de transporte, agora também o contribuinte arcará com os prejuízos, pois as empresas aéreas já estão ajuizando ações para serem ressarcidas dos prejuízos.
Desde novembro de 2006 o presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva diz que já determinou a solução imediata dos problemas, “Custe o que Custar” para que o brasileiro possa ter um fim de ano “em paz”.
Já se passou o fim de ano, o carnaval e às vésperas da páscoa a situação continua a mesma ou ainda pior.
Na prática, como ocorre em todo o governo Lula, quanto mais o presidente promete soluções, mais as coisas “Não Acontecem”.
O prefeito do Rio de Janeiro César Maia já iguala a crise aérea ao estopim do golpe de 64 quando dias antes de 1º de abril mais de mil marinheiros rebelaram-se contra o ministro da Marinha Silvio Frota e o presidente João Goulart impediu que os amotinados fosse presos por seus superiores hierárquicos.
Em 2007, dias antes do 1º de abril, controladores de vôo militares fazem greve e forçam o cancelamento de pousos e decolagens em todo o país e o presidente Lula impede que os controladores sejam presos por insubordinação.
Não é muito semelhante?
O que ocorre em relação a diversos assuntos sobre os quais o presidente prometeu soluções imediatas - como a saúde pública, a violência e a corrupção generalizadas, a falta de investimentos na geração de energia e na malha viária para o escoamento da produção, a aftosa, o endividamento agrícola, o câmbio, etc.... - é assustador pois o país está literalmente um verdadeiro caos.
E o PAC, Plano de Aceleração do Crescimento, vendido à opinião pública como o maior projeto do governo Lula? Até agora não saiu do papel.
E a bancada do governo tenta a todo custo impedir a instalação de uma CPI da Infraero para que o país possa saber o que está por trás de tudo isso.
Exceção seja feita ao sistema bancário do país que agora não mais se satisfaz com a aquisição dos pequenos bancos e partem para a aquisição de grandes bancos internacionais que não conseguem enfrentar concorrentes brasileiros que apresentam, ano após ano, lucros fabulosos sustentados pelos juros estratosféricos pagos pelo governo brasileiro para a rolagem da dívida interna cada vez maior.
E agora nosso presidente já não pode dizer que a culpa foi do governo anterior.
Apesar disso, temos que reconhecer o valor de sua equipe de marketing pois consegue, com tudo isso, manter a popularidade do presidente, ainda que com um custo enorme para o contribuinte brasileiro, que paga os diversos tipos de “vales” cesta básica, moradia, gás, escola e tantos outros desse sistema populista ou paternalista instituído por seu governo.
Até quando os cidadãos de bem e as forças armadas brasileiras, reservas morais do país, permitirão tamanha dilapidação do Brasil?
Campo Grande, MS, 03 de Abril de 2007
* João Bosco Leal, Produtor Rural e Presidente do Movimento Nacional de Produtores - MNP.
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