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EDITORIAL

Ano atípico para o brasileiro

30 dezembro 2015 - 07h25

O ano de 2015 vai se despedindo e com certeza ficará na memória do brasileiro por diversos motivos. O ciclo que se encerra amanhã não será lembrado pela escolha de novos governantes, ou por uma conquista esportiva que nos rendesse orgulho – já que em outros campos é difícil sentirmos prazer por algo -, e sim, por termos de voltar a viver com uma crise não vista há anos.

Medo do desemprego, inflação, recessão cada vez mais evidente e conflitos políticos internos com maior veemência, resultando inclusive num rito de impeachment que foi desenhado desde janeiro passado, quando a presidente Dilma Rousseff (PT) assumiu o comando pelo país em seu segundo mandato.

O brasileiro se viu de volta aos anos 1980 e início de 1990, onde os aumentos constantes de tributos e produtos básicos para a sobrevivência faziam seus salários sumirem antes mesmo de receber o contra-cheque.

Apesar disso, a população também pôde, enfim, ter a certeza através de provas, acareações e delações, sobre a existência de uma quadrilha generalizada, que por anos vem surrupiado o nosso bolso.

Esses grupos fizeram de investimentos públicos, arrecadado com o dinheiro do contribuinte, formas de enriquecimento ilícito e gozavam de tudo aquilo que as cifras poderiam lhe dar.

Enquanto trabalhávamos mais de um terço do ano para quitar nossos impostos, eles procuravam paraísos fiscais para guardar a riqueza.

No Mato Grosso do Sul, nos foi mostrado o quanto éramos enganados através do lançamento e execução de obras servindo para promover supostos esquemas de fraudes em licitações e de possíveis pagamentos de propina, em ações que a exemplo do visto nacionalmente, também duraram anos.

Além disso, investigações sobre compra de legisladores para fins politiqueiros colocaram várias pessoas ‘grandes’ contra a parede.

Porém, apesar de todas essas dificuldades, o brasileiro soube se portar. Foi às ruas por seus ideais, independente de opinião, tem feito malabarismo para se enquadrar economicamente e se tornou mais responsável com aquilo que tem.

Agora, a expectativa é que 2016 seja um ano de afirmação. Se não no campo econômico, onde especialistas não se mostram otimistas diante da atual conjuntura do país, que seja na transparência do poder público e na forma de governo.

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