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ANEURISMA CEREBRAL

30 março 2008 - 07h40

O corpo humano precisa ser continuamente abastecido de oxigênio, hormônios e outros nutrientes indispensáveis para a sobrevivência. A distribuição desses elementos essenciais é realizada por meio do sistema circulatório, que é composto pelo coração, pelos vasos sangüíneos (artérias, veias e capilares) e pelos vasos linfáticos.
As artérias são os vasos sangüíneos responsáveis pelo transporte de sangue dos ventrículos do coração para todas as partes do organismo. Já as veias são os vasos sangüíneos encarregados de levar o sangue em direção oposta: do restante do corpo para os átrios do coração.
Os capilares, por sua vez, são vasos sangüíneos, de calibre muitíssimo reduzido, que têm a atribuição de distribuir e recolher o sangue nas células. O termo aneurisma é originado da palavra grega aneúrysma, que significa dilatação, alargamento. Atualmente, na área da saúde, esse vocábulo é utilizado para identificar uma dilatação anormal e permanente de uma porção de um vaso sangüíneo localizado em qualquer parte do corpo.
Aneurisma cerebral, portanto, é o nome dado a uma dilatação anômala de um segmento vascular (geralmente uma artéria) diretamente responsável pela irrigação sangüínea do cérebro. O aneurisma cerebral constitui uma patologia bastante grave, em especial pelos riscos de rompimento do vaso sangüíneo afetado. É que a dilatação anormal enfraquece as paredes do vaso atingido, de modo a favorecer o seu rompimento.
Uma vez ocorrida a ruptura, tem lugar a hemorragia, isto é, há extravasamento de sangue para o cérebro, o que pode ser fatal. Além disso, mesmo que não haja rotura, essa enfermidade pode ocasionar a compressão de determinadas áreas do cérebro. Embora no Brasil não existam estatísticas acerca de sua incidência, sabe-se que o aneurisma cerebral é uma patologia de ocorrência bastante comum.
Pode atingir tanto homens quanto mulheres, com uma leve predominância em pessoas do sexo feminino. Os casos de ruptura ocorrem, no mais das vezes, a partir dos 45 anos de idade. Em geral, os aneurismas cerebrais desenvolvem-se, lenta e continuamente, de maneira silenciosa e assintomática.
Em alguns casos, contudo, principalmente nas hipóteses de aneurismas maiores, quando são comprimidas estruturas neurais cranianas, podem surgir sintomas que variam de acordo com a área atingida. Nessas situações, pode haver, por exemplo, um progressivo declínio da visão em decorrência de compressão do nervo óptico.
Depois de acontecido o rompimento do aneurisma, os sintomas mais freqüentes são dores de cabeça fortes e súbitas, geralmente seguidas de vômitos, convulsões e inconsciência. A existência de aneurisma cerebral pode ser diagnosticada por meio de tomografia computadorizada ou de um exame chamado arteriografia cerebral digital, que permite a observação precisa das artérias e veias que irrigam o cérebro.
Sua identificação precoce, entretanto, não é usual, seja por conta da costumeira ausência de sintomas, seja porque sua investigação não é comumente alcançada pela generalidade dos checapes. São mais susceptíveis ao aneurisma cerebral as pessoas que registrem a ocorrência dessa patologia em suas famílias, uma vez que eles podem ocorrer em razão de herança genética.
São fatores de risco, além disso, a hipertensão arterial, os elevados níveis de colesterol e triglicerídeos, o tabagismo e os hábitos sedentários de vida. O tratamento do aneurisma cerebral pode ser realizado, quando as particularidades do caso permitirem, mediante intervenção cirúrgica. Quando isso não for possível, a pessoa acometida deve observar criterioso controle de sua pressão arterial, abster-se de fumar e resguardar-se da prática de esforços físicos.
Quando ocorre o rompimento do aneurisma cerebral e, conseqüentemente, a hemorragia, apenas cerca de 1/3 (um terço) das pessoas consegue sobreviver. Nesses casos, o tratamento e a reabilitação da pessoa vitimada podem ser realizados por meio de recursos terapêuticos que auxiliam na restauração das funções afetadas.
Para que o paciente possa ter uma melhor recuperação e qualidade de vida, é fundamental que ele seja avaliado e tratado por uma equipe multidisciplinar de profissionais da saúde, dentre os quais, médico, fisioterapeuta e psicólogo.
 
 
Laís Bittencourt de Moraes*
*Fisioterapeuta. Crefito9/80247-F. Pós-graduada em Fisioterapia Ortopédica, Traumatológica e Reumatológica (UNOESTE-SP). Pós-graduada em Metodologia do Ensino Superior (UNIGRAN-MS). Formada em Aurículo e crânio-acupuntura. Formada no método Pilates. Pós-graduanda em Acupuntura (ABA-Associação Brasileira de Acupuntura).

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