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André e Delcídio teriam fechado acordo para eleições de 2014

23 julho 2007 - 17h29

O governador André Puccinelli (PMDB) e o senador Delcídio do Amaral (PT) já teriam articulado acordo para alternância na Governadoria e no Senado Federal. A data ainda está um pouco distante – as eleições de 2014 - mas o cenário já está sendo armado.

Embora de partidos diferentes e aparentemente imiscíveis em Campo Grande, os dois mantêm um bom diálogo. Os mais prejudicados com a aliança seriam o ex-governador Zeca do PT e o prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PMDB), se este tiver intenção de chegar a governador.

Por enquanto, o que o senador confirma é que seu projeto é dentro do PT, mas, para se manter no PT, o primeiro passo de Delcídio seria a obtenção do controle da Executiva estadual da legenda durante o PED (Processo de Eleição Direta). A data para o PED será definida no Congresso Nacional do PT, marcado para o fim de agosto.

O PED deve ser marcado para janeiro ou fevereiro de 2008. Portanto, Delcídio vai correr o risco de concorrer novamente com o grupo de Zeca. Com o ex-governador estão o atual presidente estadual do partido, Mariano Cabreira, o deputado federal Vander Loubet e o deputado estadual Paulo Duarte.

Delcídio, que no último PED apenas fez dupla com Antônio Carlos Biffi e perdeu, dessa vez pode ter o grupo ampliado com: os deputados estaduais Pedro Kemp e Amarildo Cruz, o ex-deputado federal João Grandão, entre outros.

Zeca e Delcídio não ocultam que ambos têm a pretensão de concorrer ao Senado. Mas, enfim, o PT demonstra ser pequeno demais para coexistência pacífica entre os dois. Qualquer deles que vencer as eleições diretas “expulsa” o outro da sigla. Se Delcídio vence, Zeca estaria “morto” no PT; se Zeca vence, o senador é que abandona o navio.

Entretanto, mesmo que o senador não vença as eleições diretas – e nesse caso migraria para outro partido – o acordo com Puccinelli estaria mantido. O italiano disputaria o Senado depois de oito anos à frente do governo do Estado e o corumbaense disputaria o assento no Parque dos Poderes.

Porém, por telefone, o senador Delcídio confirmou apenas que o seu projeto é dentro do PT. “Tenho dado demonstrações do meu empenho, tentando unir o partido”. O que ele defendeu em entrevista é a reestruturação do partido.

Segundo ele, se o PT não se organizar, não buscar corretamente alianças e não se unir não adianta ter candidato competitivo, neste caso, ele próprio, já que é o petista que apresenta a melhor performance para a Prefeitura da Capital, nas pesquisas de intenção de voto.

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