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Aliado de Beira-Mar é morto em Bangu 3

10 setembro 2005 - 16h55

Braço-direito de Fernandinho Beira-Mar e maior atacadista do Comando Vermelho, o traficante Marcos Antônio da Silva Tavares, o Marquinho Niterói, foi encontrado morto ontem em sua cela na penitenciária de Bangu 3. Marquinho Niterói, de 40 anos, morreu por enforcamento. Seu corpo estava enrolado num lençol. A Secretaria de Administração Penitenciária informou que sete presos dividiam a cela com Marquinho Niterói. Eles foram ouvidos pelo delegado Nerval Goulart, da 34ª Delegacia de Polícia (Bangu), que está conduzindo as investigações sobre o assassinato. Pena terminaria em 2017 Marquinho Niterói foi preso em 1994. Cumpriu pena de três anos e ganhou a liberdade condicional em fevereiro de 1997. Menos de 10 meses depois, foi preso novamente, também por tráfico de drogas. A pena dele estava prevista para terminar em 2017. De acordo com a inspetora Marina Maggessi, Marquinho Niterói nunca teve pontos de venda de drogas. "Ele sempre foi matuto (atacadista). Era o maior do CV. Todo mundo devia dinheiro para ele", informou a policial. Tonelada de cocaína Marquinho Niterói estava preso em Bangu 1 e foi transferido para Bangu 3 como punição, após a rebelião de 11 de setembro de 2002. Na ocasião, o traficante Ernaldo Pinto de Medeiros, o Uê, foi morto. Na cela de Niterói, a polícia apreendeu celulares, maconha e uma fotografia da atriz Viviane Araújo, mulher do cantor Belo, supostamente autografada para um traficante. Em escutas telefônicas feitas com autorização judicial nos celulares usados pelo criminoso na prisão, a polícia descobriu que ele chegava a negociar uma tonelada de cocaína pura por mês. Niterói e Beira-Mar também foram investigados por montar minirrefinarias da droga no interior do Estado. As gravações mostraram que Niterói foi um dos organizadores da "segunda-feira negra", em 30 de setembro de 2002, dia em que o comércio do Rio, Niterói e São Gonçalo foi obrigado a fechar por ordem do tráfico. "É prá gente mostrar prá eles que nós têm (sic) inteligência, que nós pedimos atenção e jogaram os irmãos lá no calabouço", dizia o criminoso em referência ao Batalhão de Choque, para onde foram levados Fernandinho Beira-Mar, Márcio Nepomuceno dos Santos, o Marcinho VP e Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, após o assassinato de Uê.

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