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Aldeia de Porto Murtinho ganha nova escola amanhã

07 dezembro 2004 - 13h58

Os cerca de 350 índios da aldeia São João, no município de Porto Murtinho, estão entusiasmados com a construção da escola Emi-Ejiwajegi - extensão Aquidabã. A obra, que recebeu investimentos de R$ 79,8 mil do Governo do Estado, será entregue à comunidade amanhã, às 15 horas, pelo secretário de Estado de Educação, Hélio de Lima.O professor índio Rosaldo de Albuquerque de Souza relata que na aldeia, localizada a aproximadamente 300 km de Porto Murtinho, existe muita dificuldade e a construção da escola irá incentivar os alunos a estudarem. "Uma das nossas principais dificuldades é a comunicação. A inauguração da escola irá estimular os alunos que pararam de estudar a retornar à sala de aula e, aqueles que moram distante, a não desistirem. Há muito tempo esperávamos por essa obra", afirma o professor.Rosaldo é um dos cinco professores que lecionam para os 80 estudantes índios das etnias kinikinau, kadiwéu e terena da aldeia. A modalidade de ensino oferecida é o ensino fundamental (1ª a 8ª série). "Nós professores temos certeza que a escola construída pelo governo é um grande avanço para a comunidade."A escola Emi-Ejiwajegi conta com quatro salas de aula, banheiros e cozinha. Segundo o professor Rosaldo, já existe pedido de ampliação do prédio, para abrigar uma biblioteca e uma sala de tecnologia.Outra solicitação da comunidade é a criação do curso de Licenciatura Superior Indígena, que, se aprovado, provavelmente será oferecido nos campi da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Uems), localizados nos municípios de Dourados (para atender as etnias guarani e kaiowá) e Aquidauana (guató, kadiwéu, kamba, kinikinau, ofaié e terena) -, um compromisso assumido pelo governo no 1º Congresso Estadual de Educação Indígena, ocorrido em junho deste ano, em Campo Grande.O secretário Hélio de Lima afirma que o Governo do Estado tem feito investimentos significativos em obras, ações e projetos para que as nove etnias de Mato Grosso do Sul tenham uma educação diferenciada que atenda às necessidades das comunidades. "O curso de Licenciatura Superior Indígena será mais uma importante contribuição para melhorar a educação nas aldeias. O projeto de implantação desse curso está em fase adiantada."Em 60 anos de história da aldeia São João, apenas três índios da comunidade conseguiram concluir o ensino médio. Além de Porto Murtinho, a comunidade kinikinau também existe nos municípios de Nioaque e Miranda.  

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