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Alckmin cobra responsabilidade de Lula sobre sigilo

10 abril 2006 - 12h53

O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à responsabilidade quanto à violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa. "Que governante é esse que não sabe o que se passa na sala ao lado?", questionou. "Fui governador. É claro que sabe. Se ele tinha conhecimento, tem toda responsabilidade, e não tomou providências". "O presidente se esconde, faz de conta que não é com ele. Ele não fala, ele não presta contas à sociedade", disse pré-candidato tucano, cobrando uma explicação do presidente sobre violação do sigilo do caseiro. "O governo que é fraco com um ladrão foi violento contra um nordestino pobre", afirmou. Segundo ele, o presidente deve satisfação à sociedade e age de forma autoritária. Alckmin fez essas afirmações em entrevista coletiva, no aeroporto de Teresina, após viajar a noite toda. Ele decolou de São Paulo às 20 horas, fez uma conexão em Salvador, de onde seguiu para Fortaleza, e lá pegou o avião do presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), chegando a Teresina às 5 horas. "Meu nome é trabalho, mas podem me chamar de hora extra", brincou sobre a duração de sua viagem. O pré-candidato tucano disse que é natural que o candidato a vice-presidente em sua chapa seja do Nordeste, mas que não há razão para pressa para isso ser decidido. Amanhã, ele se encontra novamente com o presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), para nova avaliação da situação. Alckmin disse também que, se o PMDB não tiver candidato à presidência, isso será bom. "Somos primos", disse sobre o partido do pré-candidato peemedebista Anthony Garotinho, ex-governador do Rio de Janeiro. O pré-candidato do PSDB atribuiu as denúncias que vêm sendo divulgadas contra ele ao PT, ao que chamou de "petistóides". "O PT todo dia apresenta uma denúncia para criar fato político", disse. "É uma coisa absolutamente inoportuna. Na medida em que eu virei candidato a presidente, o pessoal está procurando atacar e desconstituir um trabalho de 33 anos de vida pública". Seguindo ele, quem está fazendo isso "é a turma do PT, que se dizia vestal e agora quer puxar todo mundo para esse clima de denúncia". Sobre a pesquisa da DataFolha divulgada ontem, em que ele teve uma queda e o candidato do PMDB crescimento, Alckmin disse que não se preocupa. Dentro de instantes, o pré-candidato vai participar da formalização do lançamento da candidatura do tucano Firmino Filho, ex-prefeito de Teresina, ao governo estadual, em coligação com o PFL. Há pouco, ele anunciou que quem cuidará de sua campanha pelo lado do PFL será o senador Heráclito Fortes (PFL-PI), que atuará junto com o coordenador nacional de sua campanha, senador Sérgio Guerra (PSDB-PE). As informações são do site de notícias da Agência Estado.

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