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Agulhas retiradas de menino estavam oxidadas, diz médica

19 dezembro 2009 - 17h31

As quatro agulhas retiradas do corpo do menino de 2 anos - duas próximas ao pulmão esquerdo e duas próximas ao coração - estavam oxidadas, segundo informou a coordenadora do serviço de cardiologia pediátrica do Hospital Ana Nery, Salvador (BA), Isabel Guimarães, neste sábado.
O estado das agulhas pode ter sido o responsável pela infecção que ele apresentava. A médica informou que não há como saber se o material já estava enferrujado quando foi introduzido no corpo do garoto ou se oxidou dentro do organismo.
Segundo a médica, foram confirmadas que havia 31 agulhas no corpo do garoto, e não 42, como havia sido informado anteriormente. Agora, após a retirada, sobraram 27.
A criança se recupera bem e deve voltar a se alimentar ainda hoje. O menino ficará em observação por 72 horas e, de acordo com a evolução do quadro, será marcada uma nova cirurgia, para retirar pelo menos uma agulha que está na bexiga.
"Se o quadro continuar como está, é possível que marquemos a segunda cirurgia para a próxima semana, quando iremos retirar as agulhas mais críticas do abdome, como uma que está alojada na bexiga e outra no aparelho digestivo", afirmou a médica. "Mas só quem vai avaliar quantas serão retiradas será o cirurgião pediátrico."
A médica afirmou também que a criança ainda usa dreno no pulmão, mas que tanto este órgão quanto o coração funcionam bem, sem sinais de sequelas. "Ele está bem e após a realização de um ecocardiograma constatamos que o coração está funcionando normalmente, assim como o pulmão", disse.
A coordenadora do serviço de Psicologia Hospitalar, Vera Lúcia Tamassia, disse que além da assistência à criança, o trabalho da equipe tem sido dar estrutura para a mãe do menino, que só agora começa a entender o que está acontecendo com o seu filho.
"Temos que pensar no trauma que ele passou e no que isso pode causar futuramente. Mas é através do cuidado com a mãe que chegamos até ele", disse a psicóloga. "Ela está bem próxima ao filho, e é isso que ele está buscando, o contato e o carinho da mãe, além de se sentir protegido."
A suspeita é de que o padrasto tenha sido o responsável por inserir as agulhas na criança. Ele foi preso preventivamente e, segundo a polícia, afirmou ter colocado os objetos em um ritual religioso. Outra duas mulheres foram presas pela suposta participação na ação.

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