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AGRONEG

29 maio 2006 - 08h47

Leon  Meirelles Acontece pela última vez a reprise do  filme  “agronegócio”, nas cidades dominadas pelos fazendeiros,  com o apoio da Monsanto, Cargil, Bunge  e outras multinacionais sanguessugas. Os decadentes "produtores rurais", o pessoal da soja, são os protagonistas dessa mais nova versão do “quando a farinha é pouca o meu pirão primeiro”.  Uma campanha de marketing agressiva “fará da película um grande sucesso de bilheteria”, dizem os marqueteiros.  Os atores principais dessa obra são limitados porque fizeram a mesma coisa a vida inteira e, agora, na tentativa de representar o papel de mocinhos,  revelam  total inexperiência. Assim  a fraca  atuação fica evidente,  ou seja, esse povo do agronegócio na ânsia do lucro imediato produz, basicamente, soja para alimentar o gado bovino e suíno de outros países.  Logo são vilões, pois, não se importam com a comida que o brasileiro põe à mesa. Segundo o Instituto Brasileiro Geografia e Estatística (IBGE) há no país 70 milhões de brasileiros passando fome ou são vítimas  potenciais desse flagelo. (“Folha de são Paulo” - 18-05). A direção da película, por sua vez, é desastrosa, pois não considera a degradação ambiental. Com isso, a biodiversidade brasileira - Mata Atlântica, Cerrado, Amazônia e do Pantanal - já estão degradadas ou em via de destruição. Neste sentido, a reflexão do sábio indígena Hamawt’a é valiosa: “O dia em que vocês envenenarem o último animal...quando não existirem nem flores, nem pássaros, se darão conta de que dinheiro não se come.” As cenas de  bloqueios de rodovias, fechamento de órgãos públicos e de confronto entre latifundiários e forças policiais  procuram encobrir mais um assalto aos cofres públicos. Já os atentados  utilizados contra  seus críticos merecem uma censura impiedosa.  Como desgraça pouca é bobagem, mais um ator coadjuvante entra em cena, o canastrão muito conhecido das platéias  douradenses: o petista Biasotto. Aliás, representar é uma característica que os petistas incorporaram muito bem. Assim, em  cenas típicas de  comédia pastelão, ele diz um amontoado de bobagens e no ápice do delírio que deveria ser cortado do script, o megalomaníaco artista afirma que as eventuais  concessões de regalias aos sojeiros seriam algo legítimo.  “No capitalismo de alguma forma todos somos perdedores”, justifica a estrela do PT (“Douradosnews” - 11-05).Mas, o “astro” queima o filme, pois esse tipo de roteiro nunca produziu  boas películas, ou seja, produzir grãos destinados à exportação nunca foi um modelo sustentável. Além disso, na história do Brasil o latifundiário  sempre ficou com o Oscar, enquanto o trabalhador assistiu de fora,  sem dinheiro para pagar ingresso. Embora a obra esteja repleta  de efeitos especiais, trata-se de uma das piores produções já feitas no país,  pois se há   crise no modelo agrícola dominante, não é o conjunto da população que deve pagar, porque  sabemos que os latifundiários, ao imprimir a modernização conservadora da agricultura, ou seja, a alteração da base técnica (mecanização, integração entre agricultura e indústria, etc.) manteve a concentração da terra nas mãos de uma minoria.  Nesta altura, todos devem conhecer o  enredo desse “clássico”.  No Brasil, após ganhar muito dinheiro,  poucos ruralistas esperneiam-se  para manter suas  regalias, enquanto o povo passa fome.O final  não é inspirado e nem segredo para ninguém, pois o governo como de costume entrega o ouro aos bandidos. Deste modo,  um fracasso de bilheteria é o que esperamos desse triste espetáculo. Assim sendo, não perca o premiadíssimo filme “Venceremos”, já em cartaz.  Conheça  a saga dos pequenos agricultores  que lutam para produzir alimentos  e  também por  um novo modelo agrícola. Uma estréia que vale a pena assistir, pois a unidade produtiva familiar,  gera empregos em quantidade infinitamente maiores que o agronegócio e sobrevive mesmo nas situações em que se frustram as expectativas de lucro, ou seja, apresenta maior sustentabilidade.Portanto, é uma forma de produção mais justa e equilibrada. Enfim, traz benefícios a todos. Finalmente, junte-se a estes  novos atores que surgem e seja você também protagonista de uma nova História.  Nesta  criação  o que importa são   idéias de justiça na cabeça e   a construção de uma nova sociedade nas mãos. () o autor é cineastaE-mail:leonmoreno@yahoo.com.br 

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