O agricultor Avelino Ruaro, que cultivava uma área de aproximadamente 1.300 hectares de milho na fazenda Santa Helena e Marieta, na região de Caarapó, teve um prejuízo da ordem de R$ 1,5 milhão em conseqüência da perda total da lavoura com as chuvas de granizo que caíram na sexta-feira da semana passada.
Esta semana, ele passou praticamente todos os dias em entendimentos com o setor de agronegócios do Banco do Brasil, em Dourados, na tentativa de reaver parte dos prejuízos. O banco, além de tudo, não libera a área para que o agricultor possa tentar outra cultura, porque existe a pendência do contrato em vigor pelo período da safra. Além disso, o seguro agrícola garante em torno de 10% das perdas.
Avelino estimava colher em torno de 70 mil sacas de milho, o que, segundo ele, seria suficiente para garantir o pagamento dos prejuízos decorrentes das safras frustradas de soja dos anos anteriores. A chuva de granizo devastou toda a área plantada e ainda provocou danos ao solo que vão exigir altos investimentos.
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