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Advogado diz que tratamento é nocivo para Diego Maradona

26 agosto 2004 - 23h54

O tratamento para deixar as drogas feito por Diego Maradona em uma clínica psiquiátrica dos arredores de Buenos Aires "é nocivo e vai deixá-lo louco", assegurou hoje o advogado do astro do futebol argentino, Héctor Leguizamón. O advogado insistiu que "deve se conceder a Diego a liberdade de continuar com outro tratamento em Havana", como reivindica o ex-capitão da seleção argentina. "Na Argentina não há um lugar adequado para que Diego Maradona continue o tratamento. Com qualquer pessoa poderia ser assim, mas Diego não tem aqui a paz nem a tranqüilidade necessária, por ser quem é", comentou Legizamón a uma emissora local de rádio. Ele insistiu que o juiz de família Norberto García Vedia, que exerce a tutoria de Maradona a pedido dos familiares do astro, deveria dar permissão ao ex-jogador para viajar a Cuba. García Vedia realizará amanhã uma audiência para que as partes interessadas na situação de Maradona apresentem suas propostas sobre o tratamento que ele deve seguir. O juiz de família denunciou que suporta "uma forte pressão" para que permita a Maradona seguir seu tratamento na clínica "Las Praderas", em Havana, onde esteve durante três anos até voltar a Buenos Aires, em abril. Em entrevista coletiva ontem, García Vedia ressaltou que os médicos que atendem Maradona concordam que ele deve seguir seu tratamento "em uma comunidade fechada" e destacou que os familiares do astro é que se opõem à sua volta a Cuba. O juiz ressaltou que até agora não lhe demonstraram que na clínica cubana haja o sistema de tratamento aconselhado pelos médicos e assegurou que tomará uma decisão que garanta a saúde do astro argentino dentro ou fora do país. Mas o advogado de Maradona assegurou hoje que os relatórios médicos apresentados ao juiz sobre a clínica de Havana "provam que é um lugar fechado, como o exigiu o juiz" García Vedia. "Diego não deseja ir para a Suíça, quer ficar em Cuba: se todos os médicos preferem contar com a vontade e o consentimento do paciente, não entendo como se faz uma exceção neste caso", ressaltou Leguizamón. Diego Maradona, de 43 anos, comoveu a opinião pública ao aparecer terça-feira em um programa da televisão em que chorou ao pedir que seja autorizado a viajar para Cuba. O ex-jogador acusou o juiz García Vedia de "não tomar decisões". Desde maio, Diego Maradona está internado na clínica psiquiátrica "Del Parque", a 15 quilômetros de Buenos Aires, depois de uma crise cardíaca e respiratória que deixou perto da morte em um hospital da capital argentina, pouco depois chegar ao país para visitar suas duas filhas.

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