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Advogado acredita na inocência de comerciante de Ponta Porã

30 janeiro 2004 - 17h39

O advogado do ex-gerente do Banco BCN de Ponta Porã, Elesbão Lopes de Carvalho Filho, que está preso na Superintendência da Polícia Federal em Campo Grande, Alberto Fróes não quis informar sobre a defesa do acusado. Fróes informou que o processo corre em segredo de Justiça e que o caso ainda é investigado, por isso nada pode ser comprovado. “A imprensa em nada ajudou no caso. Meu cliente deveria ter a imagem preservada” declarou o advogado.Elesbão Lopes de Carvalho Filho foi detido ontem pela manhã, em Ponta Porã. Ele é acusado de lavagem de dinheiro. As investigações da polícia e do Ministério Público Federal revelaram que ele teria movimentado ilegalmente mais de R$ 3 bilhões no período em que trabalhou no banco. O crime é apontado pela polícia como parte de um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o escândalo dos precatórios.O ex-gerente foi preso depois de quatro anos de investigações. Filho é acusado de abrir contas "fantasmas", usando o nome de paraguaios. Laranjas que emprestavam a identidade em troca de documentos brasileiros. O dinheiro, mais de três bilhões de reais, foi enviado para o Uruguai, Paraguai e Estados Unidos, durante os anos de 92 e 98.O delegado da PF de Ponta Porã, Adelar Anderle, acredita na conveniência de algum diretor ou diretora do BCN para que ele pudesse fazer esse tipo de operação ilícita, porque era muito grande o esquema montado.No escritório e na casa do ex-gerente a polícia apreendeu documentos, um computador e anotações. Elesbão foi denunciado à justiça federal depois de ser indiciado em 29 inquéritos.A polícia descobriu que boa parte do dinheiro foi desviado da prefeitura de São Paulo no chamado “escândalo dos precatórios”. Mas as investigações estão longe de terminar. O esquema para a lavagem do dinheiro tem ramificações em vários estados nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. O caso é considerado uma das maiores fraudes bancárias do país. A Polícia Federal estima em R$ 30 bilhões o rombo financeiro.A polícia também informou que o caso envolve outras instituições financeiras. Em dezembro de 1997, o banco BCN foi vendido para outra instituição. A produção do MSTV procurou a nova direção do banco que não quis se pronunciar sobre o assunto. Agora o desafio da polícia é descobrir onde e com quem está o dinheiro.

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