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Advogada diz que maioridade penal não elimina violência

18 abril 2007 - 06h32

Dos 63 internos da Unidade Educacional de Internação (Unei) masculina e das 10 internas da Unei feminina, 80% vêm de famílias desestruturadas, boa parte são usuários de entorpecentes e quase 90% são oriundas de famílias com renda per capta de até um salário mínimo. As informações são do delegado da Delegacia do Menor, Roberto Queiroz.
A maioria dos crimes é cometida por assalto, seguidos de furto, roubo e lesão grave e por último, homicídio. A advogada Bárbara Ribas, que há quatro anos atua como presidente da Comissão da Criança e do Adolescente da OAB, disse ontem ao Douradosnews que o envolvimento desses jovens em crimes está relacionado principalmente à falta de estrutura familiar. “Normalmente, esses jovens têm pais separados ou que trabalham fora o dia inteiro”, disse.
Bárbara acredita que o processo de reinserção desses jovens se faz juntamente com os pais e a comunidade que o cerca, como a escola. Mas, não acredita em diferenciação social. “A violência atinge aquele garoto lá da periferia, que faz um tipo de ameaça, a olho no olho, e aquele da classe média, alta, que ameaça via Internet, através do orkut. Hoje a violência atinge todas as faixas etárias e os níveis sociais”.
A advogada não coloca culpados, cita a impunidade como fator, a desagregação familiar, a falta de assistência social e principalmente a falta de valores morais e religiosos e da busca por um ideal de vida. “Não existem culpados, toda a sociedade é culpada e se cada um não fizer a sua parte, o problema vai se transformar em uma bola de neve”.
A maioridade penal também foi criticada pela presidente. Para ela, o projeto não resolve. “Não adianta você colocar esse jovem no sistema prisional comum. Se já na unidade de reintegração, ele não consegue se reabilitar, imagina junto com os outros presos”.
Apesar do quadro de violência que assola o País, Bárbara Ribas acredita que a violência vai diminuir em todos os níveis, se a sociedade se mobilizar. “Existem mais pessoas do bem do que do mal, por isso eu acredito em um mundo melhor”.

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