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Advogada de Marcola nega que tenha comprado depoimento

23 maio 2006 - 15h45

A advogada de Marcos Camacho, o Marcola, Maria Rachado, negou hoje em depoimento à CPI do Tráfico de Armas que tenha comprado uma fita com a gravação de uma sessão reservada realizada pela Comissão com delegados de São Paulo. A advogada pode sair presa da sessão da CPI, já que membros da comissão encaminharam ontem pedido de prisão preventiva à Polícia Federal. Eles alegam ter provas claras de participação dela em ato ilícito. A advogada jogou a responsabilidade para o outro advogado, Sérgio Wesley da Cunha. "Eu jamais passaria alguma informação para o Marcola. Estou sendo injustiçada. É fácil acusar sem provas", disse, chorando compulsivamente. Segunda ela, o contato com o funcionário Arthur Vinicios Silva, réu-confesso de ter vendido a gravação, foi feito pelo advogado Sérgio no mesmo dia do depoimento dos delegados. Maria Rachado confirma que ambos (ela e Sérgio) foram ao shopping com Arthur mas que ela não pagou "nenhum centavo ao funcionário". A advogada disse ainda que o úlimo contato pessoal que teve com Marcola foi em março deste ano. Maria chegou ainda a defender o líder do PCC. "Não sei quem fez dele este mito todo. Ele é cheio de marcas pelo copro inteiro", disse. O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), relator da CPI, acredita que qualquer juiz percebe que a advogada está sendo ouvida na condição de indiciada e não mais como testemunha. Segundo ele, ela pode ser indiciada por corrupção. Após interromper a CPI por falta de condições para depôr, por causa do choro, Maria Cristina colocou seus sigilos bancário e telefônico à dispisição da Comissão, segundo ela, "para provar que é inocente". O presidenjte da CPI disse que vai pedir as quebras e que, logo em seguida, fará uma acareação entre ela e Sérgio para saber a verdade. A advogada está sendo atendida pela junta médica da Câmara, por estar se sentindo mal. Maria Rachado está em uma cadeira de rodas e é medicada, com problemas de pressão. ImagensDurante o intervalo para que a advogada fosse atendida, a vice-presidente da CPI, Laura Carneiro (PFL-RJ), apresentou um vídeo de câmeras do circuito interno da Câmara e do shopping onde a advogada se encontrou com o funcionário. O vídeo contradiz Maria Rachado, pois ela afirma que Arthur e o outro advogado foram na frente e ela foi atrás. As imagens, porém mostram os três entrando e saindo separadamente.  

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