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Adauto designa gerente para cuidar do corredor ferroviário

05 fevereiro 2004 - 08h50

O ministro dos Transportes, Anderson Adauto, hipotecou total apoio ao projeto de efetivação do corredor bioceânico ferroviário que ligará os portos de Santos (SP) a Mejillones (Antofagasta, Chile). "A idéia é muito boa, óbvia demais. O presidente Lula quer essa integração e eu estou apaixonado pelo projeto porque essa ferrovia já está pronta. Com um pouco de esforço de cada um dos países envolvidos, podemos fazer esse corredor se tornar realidade", disse o ministro, em seu pronunciamento ontem no 1º Encontro Internacional Corredor Ferroviário Bioceânico de Integração e Desenvolvimento Santos-Antofagasta, no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo, em Campo Grande.Durante o discurso e em entrevista coletiva o ministro Anderson Adauto reforçou que o projeto do corredor ferroviário é prioridade do governo federal. "Tanto que vamos designar um gerente para cuidar exclusivamente desse projeto." A idéia é captar recursos da iniciativa privada para executar as obras de restauração dos pontos críticos e deixar a ferrovia em plenas condições de uso.O ministro revelou ambicioso plano do governo federal, que passa pela assinatura de um acordo comercial com a China para fornecimento de alimentos a longo prazo àquele país. O acordo terá o prazo de 20 anos, disse Adauto. Será necessário ampliar em dois milhões de hectares a área cultivada do Brasil, mas com isso o governo brasileiro receberá recursos para investir em infra-estrutura de transportes a fim de escoar a produção."Teremos sete anos para fazer os investimentos necessários, e outros 13 anos para pagá-los." Parte desses recursos serão investidos no melhoramento e ampliação da malha ferroviária, incluindo a construção de outros ramais em Mato Grosso do Sul, como a ligação Ponta Porã-Dourados-Guaíra (PR) e um braço saindo de Dourados para Bataguassu, interligando com a hidrovia. Esses projetos, afirmou o ministro, foram apresentados pelo governador Zeca do PT já no ano passado. Investir em ferrovias é essencial para o Brasil vencer o atraso, acrescentou. "Praticamente nada mais se fez nesse setor depois de 1940. E imaginem a dificuldade de se fazer uma estrada de ferro naquela época, quando não haviam maquinário adequado, transportavam-se os escombros em lombo de burro, as pedras eram quebradas na picareta. Nós temos a obrigação de, pelo menos, tentar."A efetivação do corredor bioceânico representará, segundo o ministro, o pontapé inicial desse processo, "para atender os produtores e os compradores de nossas mercadorias, e para integrar a América do Sul". Adauto reconheceu o empenho do governador Zeca do PT no projeto e em outras iniciativas que visem à integração sul-americana, como as rotas rodoviárias bioceânicas que já estão encaminhadas e devem começar a ser implantadas ainda nesse ano.

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