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Acadêmicos de Portugal enceram estágio no HU

01 abril 2008 - 15h21

Acadêmicos do curso de medicina da Universidade do Porto, de Portugal, finalizam na sexta-feira (28) o estágio supervisionado no Hospital Universitário de Dourados. Eles ficaram durante três semanas na instituição sob a coordenação do médico neurologista Émerson Ferruzzi, gerente de Ensino do HU e também participaram de encontros na Missão Evangélica Caiuá, com a orientação da Pediatra e Professora da Universidade Federal da Grande Dourados - UFGD, Selma Lopes.
Os estudantes acompanharam os procedimentos da ala pediátrica de ambas instituições junto aos enfermeiros do Pronto Atendimento, onde tiveram oportunidade de trocar conhecimentos na área clínica hospitalar no intuito de melhor desenvolver assuntos relacionados às doenças que afetam os brasileiros e indígenas da região.
Na Missão Evangélica Caiuá, os acadêmicos participaram de reuniões clínicas e discutiam sobre exames de diagnósticos em crianças indígenas, acompanhando toda evolução do procedimento até o momento da alta. Eles também acompanharam os casos mais graves no HU para onde as crianças são encaminhadas para tratamento mais intenso.
Conforme explicou a médica Selma Lopes, são atendidas atualmente no Centrinho da Missão, 21 crianças entre 11 meses de 3 anos de idade, com sintomas de diarréia, bronquite, pneumonia e todas têm acompanhamento de fisioterapeuta, nutricionista, pediatra e, junto da família, elas recebem tratamento psicológico e psiquiátrico.
Para o estudante português, João Manuel Pereira, a expectativa foi superada e a experiência que adquiriram foi muito importante. "Tivemos a disponibilidade de acompanhar a área clínica na Pediatria do hospital junto com médicos que nos aceitaram muito bem. Mantemos contato com o trabalho desenvolvido com a população indígena, que era nosso maior interesse, o que foi bastante interessante. A troca de experiência e informações foi de grande valor".
PEDIATRIA DO HU
A abertura da ala pediátrica do Hospital Universitário ocorreu em março de 2005, devido ao aumento de crianças indígenas desnutridas em Mato Grosso do Sul. Hoje, o hospital conta com 21 leitos em funcionamento na Enfermaria e 6 leitos de UTI, onde já foram realizados somente neste ano um total de 204 atendimentos, sendo 150 em não-índios e 54 em indígenas.
Segundo a pediatra do local, Elke Mascarenhas, o HU atende crianças indígenas com procedentes de desnutrição e desidratação em estado avançado. "A pediatria do HU conta com fonoaudióloga, fisioterapeuta e nutricionista e um intérprete da língua Guarani da FUNAI para trabalharem na reabilitação das crianças. E a dificuldade em tratar desses pacientes com casos mais graves é devido, principalmente, à resistência dos pais em relação a algumas formas de tratamento".

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