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Absolvidos por atentado processarão Estado argentino

05 setembro 2004 - 12h55

Juan José Ribelli e Carlos Telleldín, absolvidos no julgamento pelo atentado terrorista em 1994 a uma sede judia em Buenos Aires, preparam um processo milionário ao Estado argentino por terem sido presos durante anos, informa neste domingo o jornal "Clarín". As demandas de "danos e prejuízos" contra o Estado se basearão no fato de que a prisão preventiva imposta na década passada "foi injustificada". Após três anos de julgamento, a Justiça absolveu por falta de provas, na quinta-feira passada, os 22 acusados de cumplicidade no atentado do 18 de julho de 1994 contra a sede judia Amia, entre eles Ribelli e Telleldín. "Nenhum julgamento vai me compensar os 2.972 dias que estou preso", disse Ribelli, ex-policial da província de Buenos Aires, após o anúncio da sentença e oito anos de prisão. Segundo o jornal, Ribelli também processará o juiz federal Juan José Galeano, responsável pela investigação original do atentado. O tribunal ditou as absolvições por sérias irregularidades em todo o processo de averiguação do ataque e ordenou uma investigação penal contra Galeano e os procuradores Eamon Muellen e José Barbaccia, todos afastados do caso. Em sua sentença, o tribunal também acusou funcionários do governo do ex-presidente Carlos Menem (1989-1999), aos quais responsabilizou de ter tramado uma causa fictícia para apresentar um grupo de culpados à sociedade. O advogado de Ribelli, José Manuel Ubeira, disse que o objetivo "é que sejam presos o juiz Galeano, todos os responsáveis políticos e os líderes da comunidade judia que fizeram esta aberração jurídica". Embora não tenha informado a soma das demandas, fontes do caso disem que "será milionária". Telleldín também "planeja" processar o Estado argentino, do qual já cobrou 400.000 pesos (133.000 dólares), pagos pela Secretaria de Inteligência do Estado, para acusar Ribelli e o outros policiais de cumplicidade do atentado. Laura Fechino, uma das advogadas de Telleldín, disse ao jornal que seu cliente "tem vontade de devolver o dinheiro" e para isso ofereceu uma ilha que possui no norte de Buenos Aires e uma porção de suposta herança de seu pai.  

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