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A Tradição Universitária dos Trotes, por Igor Roberto Melo

07 fevereiro 2011 - 13h34

Todos os vestibulandos têm um objetivo em comum: entrar na faculdade e o trote fazem parte desta nova fase que está por vir, por isso é considerado um ritual de passagem ou uma espécie de iniciação na vida universitária, ou seja, uma forma de entrar no clima.
Porém, o que deveria ser uma atividade de integração entre veteranos e calouros acabou se tornando um pesadelo para os bixos, que são submetidos a situações humilhantes e abusivas.
Muitos destes novos universitários são obrigados a rastejar na lama, ficar horas amarrados em postes, tomar banho de óleo queimado, entre outras "brincadeiras". Aos poucos o trote foi se tornando um disfarce para a violência e o divertimento apenas dos veteranos. Outro problema são os pedágios, já que os bixos são intimidados a arrecadar dinheiro no trânsito para a compra de bebidas alcoólicas, e assim fica impossível controlar uma multidão de jovens alterados.
Depois de tantas denúncias envolvendo os trotes, várias universidades criaram regimentos internos para a punição de "brincadeiras" abusivas e passaram a investir em uma nova forma de interação entre calouros e veteranos.
Por isso não se assuste! O trote está deixando de ser o terror dos bixos. Hoje muitas pessoas estão empenhadas em melhorar cada vez mais essas atividades recreativas, mantendo a tradição universitária e incentivando, além do divertimento, a solidariedade. No lugar da violência, conscientização social e criatividade para a realização de ações de cidadania.
O trote solidário deu origem ao trote cidadania, trote social, trote cultural e trote ecológico, todos envolvendo boas ações e despertando a consciência de cidadania aos alunos que acabam de chegar e os que já fazem parte da maioria das universidades.
Existem várias formas de participar, através da doação de sangue ou da arrecadação de roupas e alimentos. Também há espaço para o divertimento, já que depois da ação social, os alunos divertem-se em gincanas e atividades esportivas. É uma maneira da universidade incentivar o bixo a participar, porque ele sabe que não vai passar por constrangimentos, aliás ninguém gosta de ser recebido com violência.
Inúmeras são as formas de transformar o trote em uma coisa mais amena e prazerosa. Isso só mostra o quanto este rito de passagem pode ser legal tanto para a integração com os novos colegas quanto para ações sociais.

(*) Acadêmico Do 2º ano Geografia/UFGD

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