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OPINIÃO

A pregação de um ingrato, por Dirceu Cardoso Gonçalves

22 agosto 2014 - 09h57

Os políticos, candidatos e especialmente o ex-presidente Lula, têm se ocupado em criticar a imprensa. Utilizam o horário eleitoral gratuito para insurgir contra os veículos de comunicação, classificando-os como “partidos de oposição”. Nada mais injusto quando dito por alguém, como o ex-presidente que, desde o emergir do sindicalismo no final dos anos 70 e em toda a sua trajetória, foi agraciado com largos espaços nos veículos de comunicação. O que teria mudado entre os velhos tempos da “luta democrática” e hoje?

Não é a primeira vez que Lula bate contra a imprensa. No final do seu segundo mandato presidencial, ele já tentou impor à nação uma legislação onde o governo poderia controlar e amordaçar os veículos de comunicação. Só não o fez porque houve reação da sociedade, mas deixou a semente que permanece à espera de germinação nos canteiros do Planalto.

É preciso entender que a imprensa livre é um dos pressupostos da democracia. Sempre que ocorre um retrocesso, independente de sua ideologia – tanto faz se de esquerda ou de direita – o primeiro ato é censurar a imprensa. Depois vêm s suspensão do parlamento e outras conseqüências. No Brasil contemporâneo, todas as mazelas que têm sido levadas ao conhecimento da população e, na medida do possível, submetidas à apuração do Judiciário, só são descobertas graças ao trabalho da imprensa livre e destemida, mesmo com todas as pressões que sofrem jornais, emissoras de rádio e televisão e jornalistas. Sem essa atividade, os malfeitos continuariam e os malfeitores seguiriam impunes.

A imprensa brasileira tem tradição de serviço e luta. Esteve presente em todas as grandes transformações. Sofreu revezes e incompreensões mas, na somatória dos acontecimentos, é vitoriosa, na medida em que o país avançou. Denunciar as mazelas é sua obrigação, assim como os governantes têm o dever de governar e o judiciário de julgar. Essa atividade não deve ser encarada em caráter pessoal e nem classificada como militância, pois se trata apenas da natureza da atividade. É, sim, a luta pelo aperfeiçoamento do serviço público e pelas mudanças aspiradas na sociedade. Lula, por certo, não acha ter sido opositora ou até golpista a imprensa que, cumprindo a finalidade, deu guarida à sua pregação contra os governos militares e civis que antecederam sua posse na presidência da República.

*Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves - dirigente da Aapomil (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo) - aspomilpm@terra.com.br

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