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EDITORIAL

A insegurança do parto

18 setembro 2015 - 06h24

A mulher hoje não pode nem parir em paz, essa é a realidade. Infelizmente vivemos em tempos de insegurança quando o assunto é parto. Sem entrar no mérito se é melhor fazer cesariana ou ter um parto normal – esse sim é assunto polêmico -, o fato é que com os avanços da tecnologia, a mulher deveria poder (a medida do possível, excluindo emergências, é claro), escolher qual procedimento prefere. A questão é que nem sempre ela pode fazer isso.

Esclarecida ou não sobre o assunto, sabendo ou não as vantagens ou desvantagens, se você quer, por opção, ter um filho através de uma cesariana em Dourados precisa preparar o bolso. Na rede pública é realizado o parto normal, salvo em casos específicos quando a cirurgia é necessária.

Então, quem paga um plano de saúde ou recebe atendimento particular pode escolher ter o bebê como prefere? Não é bem assim. Na rede particular a questão se inverte. Quem quer ter o filho por parto normal precisa achar médicos que topem fazê-lo ao invés da cesariana, muitas vezes pagando valores acima do habitual e ainda correm o risco de não conseguir. Os relatos são muitos.

Ainda há mais insegurança associada à infraestrutura das instituições de saúde. Na rede particular, não há plantão obstétrico, ou seja, se houver algum contratempo mais sério é preciso recorrer ao Hospital Universitário. A unidade é a única que possui o serviço, atendendo através do SUS (Sistema Único de Saúde).

Não bastasse isso, é preciso conviver com notícias de mães que teriam perdido seus bebês mesmo buscando atendimento no HU, como os que surgiram essa semana. O primeiro foi de uma gestante que chegou ao local com fortes dores, foi dispensada e acabou perdendo o bebê. O outro foi o caso de uma mãe de gêmeos que teria chego ao local com dores e demorado para ser atendida, os filhos dela também morreram.

Se a falha no atendimento será comprovada, só a apuração dos pelos órgãos competentes vai dizer. Mas, certamente não é confortável para uma gestante receber tais notícias: a insegurança ainda reina.

A mulher que deveria se preocupar em estar saudável apenas com o parto em si, um parto como ela gostaria e com suas escolhas respeitadas, hoje fica refém de estruturas que ainda não estão prontas para lhe passar a segurança que ela merece. Diante disso, basta repetir: a mulher hoje não pode nem parir em paz.

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