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A história do jornal Diário MS

14 setembro 2003 - 20h50

Luis Carlos Luciano(Do Diario MS)O Diário MS é produto da empresa Editora Jornalística Fátima Ltda, de propriedade do empresário de comunicação Vitoriano Carbonera Cales, 49, e acumula nesse período uma trajetória de ascensão. A sua história começa a ser contada em 15 de setembro de 1993, mas o Diário MS já foi Diário do Povo que nasceu a partir da fusão de três semanários: Panfleto, O Zangão e Jornal do Vale.  Panfleto circulou pela primeira vez em 27 de agosto de 1983 e foi editado até o surgimento do Diário do Povo. Em abril de 1999, o vereador Paulo Falcão, 57, fundador do Panfleto e que ajudou a organizar o Jornal do Vale, deixou de fazer parte da empresa para se dedicar integralmente à política. Já O Zangão foi o primeiro jornal a pertencer somente ao Vítor Cales que conseguiu autorização dos proprietários anteriores da marca, Orlando Alves Martins e Akio Kasawara, para voltar a trabalhar com o jornal em Fátima do Sul e região. O Jornal do Vale pertenceu a Paulo Falcão e Vítor Cales e foi lançado em 1987 para ajudar no equilíbrio dos custos da pequena empresa e para ampliar a circulação regional.Panfleto circulava em Dourados enquanto os outros dois na região da Grande Dourados. Os três foram impressos inicialmente em linotipos até chegarem, por volta de 1989, à fase do off-set.O Zangão surgiu pela primeira vez em dezembro de 1979 e foi desativado em 1982Esse nome surgiu como uma homenagem à cidade de Fátima do Sul. Na divisão dos lotes da Colônia Agrícola Nacional de Dourados (Cand), criada pelo Decreto-Lei nº 5.941 de 28 de outubro de 1943, o município de Fátima passou a ter o formato, no mapa, de uma colméia.Já a escolha do nome da editora é uma homenagem tanto à Fátima do Sul como à esposa do diretor Vítor Cales, Maria de Fátima de Oliveira Cales.Os três tablóides surgiram de forma humilde e bastante simples, sem sofisticações e sem muita força jornalística e ideológica, mas havia a convicção de firmar um novo produto na praça. O mais crítico do período foi o Panfleto porque Paulo Falcão já era político ligado ao PMDB e fez dura oposição ao então prefeito Luiz Antônio Gonçalves, do PDS.O Zangão, quando foi reeditado por Vítor, manteve uma linha mais serena e cautelosa, embora manifestasse desde o início a preocupação com questões estruturais como a reforma agrária e tivesse um enfoque mais político.Naquele início a pequena empresa e Vítor com a experiência de ser linotipista e mecânico de máquinas usadas nessas oficinas, prestava serviços a terceiros na edição de jornais “devezenquandários”, ou seja, publicados sem muita regularidade.Em 1987, Falcão perdeu a eleição para deputado estadual e logo quando o Jornal do Vale estava na fase inicial, ele foi convidado pelo governador Marcelo Miranda para assumir a Secretaria de Desporto do Estado. Acabou deixando os semanários para serem tocados sozinhos pelo Vítor.O sócio enfrentou o desafio, contratou funcionários preparados, inclusive os primeiros jornalistas, e levou os jornais adiante se revezando entre reportagens, contatos comerciais, distribuições e administração financeira e contábil. Falcão retornou da Secretaria em 1989.Em 1990 os semanários se fortaleceram e criaram a expectativa para novos investimentos, tanto que a primeira off-set foi adquirida em 1989. Era uma “Kikbuchi”. A segunda impressora foi uma das condições para se criar o Diário do Povo porque havia a preocupação de honrar os compromissos comerciais e como os equipamentos eram de segunda mão e desgastados, uma edição não tirada em função de pane mecânica frustraria toda a expectativa e poderia comprometer a seriedade do negócio. O Diário do Povo nasceu a partir da junção desses três semanários, sob um ambiente de expectativa muito maior.A primeira edição, em 15 de setembro de 1993, trouxe um editorial com o título “Nasce uma nova era”. Ao lado, uma foto aérea de Dourados com a saudação: “Bom dia Dourados e região!”.Como os três semanários estavam relativamente conhecidos, se tinha a idéia de que não seria difícil lançar um jornal diário, o que exigia a contratação de mais funcionários e novos investimentos. Mas não houve planejamento, embora a mudança vinha sendo discutida e amadurecida já alguns meses. Os diretores destacaram que, na época, foi de fundamental importância a empolgação, o envolvimento e a confiança da equipe de funcionários.A edição número um do Diário do Povo trouxe na capa a chamada sobre a prévia rachando o PMDB de Dourados e uma foto dos hoje ex-prefeito Braz Melo e ex-deputado estadual Valdenir Machado.O editorial comentou o esforço da empresa para se chegar a ser diário, o compromisso com a informação e a esperança em relação ao futuro. Escrito em terceira pessoa, reconhece: “Temos consciência de que a partir de hoje os desafios serão maiores ainda”.O expediente trouxe o nome dos jornalistas e tiragem de 5.200 exemplares. A primeira edição do Diário MS circulou em 13 de dezembro de 2000, com dois cadernos coloridos e impressos com papel sulfite. O nome foi alterado porque já existia registrada a marca “Diário do Povo”, nome de um jornal de Campinas (SP).As instalações mudaram da rua Mato Grosso, 1688, para a sede própria na esquina das ruas Joaquim Teixeira Alves e Toshinobu Katayama. A troca do nome coincidiu com a mudança para o novo prédio.A direção e a Redação estudaram um novo nome. Entre os sugeridos como “Diário do Cone-Sul”, “Diário do Sul”, “Diário de Dourados”, o diretor Vítor Cales teve a idéia do Diário MS, tomando o cuidado de patenteá-lo. A idéia era se ter uma marca abrangente e não limitada a uma determinada região do Estado.Novamente as mudanças foram marcadas por investimentos. O prédio, mais espaçoso, foi comprado em parcelas; o novo projeto gráfico foi imaginado, amadurecido e concebido internamente; o Centro de Processamento de Dados inovou no designer. A direção adquiriu mais três unidades mecânicas da rotativa e as quatro existentes passaram por ampla reforma. Esses equipamentos, devido ao tempo e ao ritmo de trabalho, exigem manutenções constantes.O Diário MS foi inaugurado no dia do aniversário da cidade: 20 de dezembro de 2000, em solenidade que contou com a presença de dezenas de autoridades, entre as quais o governador José Orcírio Miranda dos Santos, além de empresários e convidados.O Diário MS circula de segunda à sexta-feira em 54 cidades e distritos da Grande Dourados, Vale do Ivinhema, Região do Bolsão, Campo Grande, além de Porto Murtinho, no extremo Sudoeste fronteiriço entre Brasil e Paraguai, a 415 km da Capital. Lidera a circulação na Grande Dourados e Vale do Ivinhema.O jornal mantém sucursais em Três Lagoas, Nova Andradina, Naviraí, Amambai, Bela Vista, Ponta Porã, Maracaju e Aquidauana. Circula com três cadernos com capas e contracapas coloridas: o Primeiro (Opinião, Política e Cidade), o 2 (Cultura, Variedades, Coluna Social e Saúde) e Região. Possui dois cadernos fixos de oito páginas (Primeiro e Região), intercalados por dois de quatro páginas (Caderno 2 e de Esporte/Polícia

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