quarta, 24 de julho de 2024
Dourados
21ºC
Acompanhe-nos
(67) 99257-3397
ARTIGO

A discussão sobre o Aborto....

23 junho 2024 - 17h00Por Rodolpho Barreto

É PROPOSITAL? Por ignorância ou má-fé, a discussão sobre o Projeto de Lei 1904/24 foi feita de maneira totalmente distorcida por parte da grande mídia, políticos, militância e "formadores de opinião". Vamos tentar esclarecer no presente artigo o que está sendo alvo de tanta polêmica nos últimos dias. Começando pelo básico: não está em questão a legalidade ou ilegalidade do aborto. Continuará sendo crime o aborto no Brasil, como regra geral. Então, qual a mudança que está (ou deveria estar) sendo discutida? É a chamada "viabilidade fetal", um limite biológico, no intuito de preservar e proteger a vida e a saúde do bebê e da mulher.

Viabilidade fetal é o estágio em que o bebê já tem condições de sobreviver fora do útero materno, o que ocorre por volta da vigésima-segunda semana da gravidez. Portanto, se há um ser humano totalmente viável, sua vida deve ser protegida. Ou não? E se o pai é um estuprador, o filho inocente deve ser morto? E se a mãe foi violentada, é realmente melhor para ela que o bebê também sofra violência e seja assassinado? E para respeitar um direito da mulher grávida, adulta ou jovem, é realmente o melhor e mais indicado para a sua saúde fazer uma intervenção letal em seu útero num estágio avançado de gestação? Ou não seria mais adequado (para as duas vidas) fazer o parto?

DESINFORMAÇÃO? É desonestidade dizer que, com o PL 1904/24, os estupradores serão beneficiados e as vítimas de abuso serão prejudicadas. É mentira, é Fake News! Pior ainda é usarem o slogan “Criança não é mãe!” como argumento. O objetivo, claro, é confundir, até mesmo os bem intencionados. Afinal, é óbvio que crianças não devem ser mães; aliás, por definição, crianças que engravidam são sempre vítimas de estupro, ainda que seja fruto de um relação consensual muito precoce (o que, hoje em dia, não é tão raro, infelizmente). E também por definição sabemos que crianças não são puníveis criminalmente.

Ao contrário do que querem fazer crer muitos jornalistas e formadores de opinião, o PL 1904 não obriga nenhuma mulher a criar o filho de um estuprador. Ele só define o limite que diz a medicina, que diz a CIÊNCIA sobre o tema: a viabilidade fetal, ou seja, a vida completa que já existe a partir do quinto mês de gestação. Você sabia disso? Pois bem, há registro de diversos bebês que nascem prematuros, com 22 semanas, e sobrevivem. O site “Tua Saúde” descreve as características do feto nesse estágio: ossos, dentes, paladar, olhos, cérebro, "se movimenta cada vez mais e segura o cordão umbilical com mais força, pois tem o toque mais desenvolvido"...

POR QUE ISSO? O debate deveria ser feito de forma sensata, não na base da gritaria, da paixão e da mentira. É aqui que entra a responsabilidade da grande imprensa, mas que hoje se deixa levar mais pelo impulso ideológico que pelo esclarecimento dos fatos. Um detalhe esquecido, por exemplo, é o contexto que fez surgir a controvérsia: a derrubada pelo governo atual de normativas anteriores que recomendavam, nos casos de gravidez por estupro, por exemplo, em gestações que já haviam atingido 22 semanas, não o aborto, mas a antecipação do parto, com a oferta de todos os cuidados possíveis ao bebê prematuro e sua posterior entrega para adoção caso ele sobrevivesse.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) proibiu o uso da assistolia fetal – método pelo qual o bebê é morto com uma injeção que provoca parada cardíaca – após a 22.ª semana de gestação, por diversas razões técnicas de saúde que falaremos a seguir; contudo, um partido político buscou o Supremo Tribunal Federal (STF), e liminar do ministro Alexandre de Moraes suspendeu a resolução. Por isso a urgência e gravidade de todo o caso. É preciso entender o seguinte: a partir do quinto mês, o bebê, vivo ou morto, deverá ser retirado do útero da mulher. Se o parto (saída do bebê) tem que acontecer, independente de qualquer coisa, para quê matar para tirar?

QUEM DECIDE? Quando o assunto é vida, não devemos ouvir a medicina? O deputado federal e médico Zacharias Calil (União-GO) exemplificou o procedimento da assistolia fetal com a réplica de uma barriga de gestante e ressaltou que trata-se de um método que, na pena de morte, é proibido, além de ser também proibido pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária. "É inconcebível nós médicos aceitarmos essa suspensão da Resolução do CFM, que proíbe a assistolia fetal a partir da 22ª semana de gestação. Muita gente está confundindo que nós somos contra o direito da mulher, mas não é isso: o método é cruel, doloroso, extremamente doloroso", declarou.

"Houve um processo longo de discussão técnica e ética", explicou a conselheira e médica Rosylane Nascimento. A médica também reforçou que o CFM conta com 15 conselheiras mulheres que são "defensoras dos direitos das mulheres, solidárias a todas que sofrem qualquer tipo de violência ou desrespeito". O presidente do CFM, José Hiran, disse que, no caso, o foco principal é justamente a proteção dos direitos da mulher e do nascituro. "Existe uma crueldade na assistolia fetal em uma gestação com 22 semanas com um ser humano formado, que tem viabilidade de vida fora do útero. Até que ponto a prática da assistolia fetal traz benefício? Não traz. Só causa malefício".

A QUESTÃO É? Se não tiver um limite, então pode ser permitido matar um bebê de nove meses, por exemplo? Deve ser permitido que uma agulha seja enfiada no coração de um bebê, dentro do ventre da mãe, para injetar uma solução salina, e matá-lo, antes de ele ser removido do útero? Essas perguntas são possibilidades reais quando não se reconhecem limites. É fundamental entender que, depois de 22 semanas, o bebê pode ser retirado e sobreviver, com os cuidados médicos adequados. Portanto, permitir o aborto nesse estágio é permitir o assassinato de um ser humano indefeso e plenamente formado. Esta é uma linha que não deve nem pode ser cruzada. (Franklin Ferreira)

Curioso ver pessoas repetindo frases como “criança não é mãe” e “estuprador não é pai”, como se essa fosse a discussão. Na falta de argumentos sólidos, apelou-se à chantagem emocional.  "A mulher sofrerá pena maior que o estuprador", disseram alguns. Mentira. Está no projeto de lei: “O juiz poderá mitigar a pena ou deixar de aplicar”. É só ler o projeto. A questão não é forçar ninguém a ser mãe, mas preservar a vida e a saúde de todos os envolvidos. É possível, por exemplo, entregar o bebê para adoção, uma vez que a fila para adoção de bebês e crianças pequenas é enorme. (Paulo Cruz)

É NARRATIVA? Parte da esquerda abortista brasileira se posicionou de forma desonesta sobre o projeto de lei que estipula limites para matar bebês em gestação após a 22ª semana chamando-o de PL do Estupro, querendo fazer passar a narrativa de que o projeto ajuda os estupradores. Essa mesma esquerda, no entanto, apoiou o grupo terrorista Hamas após os hediondos ataques a Israel no dia 7 de outubro do ano passado. Muitas mulheres foram mortas e estupradas pelo Hamas. E as que foram feitas refém também foram abusadas sexualmente repetidas vezes pelos terroristas. (Fonte: gazetadopovo.com)

Como a esquerda considera Israel um Estado “opressor”, essas mulheres não foram defendidas pelas feministas ou pelos autodeclarados “progressistas”. Isso incomodou Sheryl Sandberg, ex-CEO do Facebook, que resolveu fazer um documentário entrevistando as vítimas, que foram desacreditadas até por parte da imprensa. Saiba mais pesquisando sobre “Gritos antes do silêncio”, o documentário de Sandberg sobre as vítimas do Hamas. É tudo absurdo, claro, e quem dedica algum tempo ao assunto logo percebe. Mas muita gente não dedica esse tempo, consome as notícias de forma superficial, e acredita na narrativa esquerdista. (Flávio Gordon)

É CRIMINOSO? O estupro é uma tragédia. Mas não precisa ser seguida de outra: o assassinato do bebê. Quem defende estuprador? Você sabia que mais de 200 estupradores foram liberados nas tais "saidinhas", defendidas pela esquerda? Outro detalhe: para pregar o aborto sem limites, tratam de criança à adolescente como "crianças" no geral. Entretanto, são os mesmos que defendem que crianças podem se relacionar sexualmente, iniciar um tratamento ou mutilar seu corpo se achar que nasceu no sexo errado. É muita incoerência! É claro que sempre querem deturpar o debate e, neste caso, banalizar o infanticídio. Recomendo ao leitor que procure conversar com sobreviventes de abortos e veja vídeos da prática. Perceba quem realmente prioriza a vida humana. (Rodrigo Constantino)

Lula, utilizando todas as palavras erradas possíveis – o que tem sido corriqueiro –, chocou o país ao equiparar o fruto de uma gravidez decorrente de estupro a um monstro (“que monstro que vai sair do ventre dessa menina?”). O atual presidente foi campeão na argumentação infeliz, demonizando um inocente. Monstro, neste caso, é apenas o estuprador. Paulo Guedes, certa vez, utilizou a expressão “criaturas do pântano” para qualificar os agentes da corrupção descobertos pela Operação Lava Jato. Aqui, a equiparação a uma espécie de monstro foi, sim, adequada. Monstros dessa espécie, aliás, voltaram a aparecer. (Sérgio Moro)

É UM MONSTRO? Em uma entrevista recente, o atual desgovernante do país disse, primeiro, que os bebês que nascem de estupros são monstros. Depois, ao se referir ao autor do PL 1.904, que trata o aborto de uma bebê de 22 semanas pelo que ele é, assassinato, Lula sugeriu que, se a filha do deputado Sóstenes Cavalcante fosse estuprada, ele seria a favor do procedimento homicida. Não seja canalha, Lula: bebês que nascem de estupros não são monstros. São bebês. São vida. São bem. São amor em potencial. “Onde não há amor, coloca amor e encontrarás amor”, diz São João da Cruz. Essa é uma verdade incrustada em nosso coração. Isto é, para quem ainda tem um... 

...Que tipo de mente corrompida é capaz de dizer uma coisa dessas, meu Deus? Será que não se dá conta de que, a despeito da maldade que nos rodeia, ainda há no mundo quem pratique o amor, o sacrifício, a abnegação de criar uma criança que seja fruto de uma violência ou então entregar essa vida, esse bem, esse amor em potencial a uma família que dele há de cuidar da melhor maneira possível? É claro que eles não se dão conta. Lula e sua legião aborteira só querem saber de festa & prazer, de alegria, de dinheiro, de soluções fáceis, de trocas de favores e de perversidades justificadas com o carimbo do Ministério da Saúde.... (Paulo Polzonoff).  

Deixe seu Comentário

Leia Também

ANTIRRETROVIRAL

Remédio injetável é 100% eficaz na prevenção do HIV, diz estudo

Agência antidrogas faz buscas por traficante brasileiro na fronteira
PARAGUAI

Agência antidrogas faz buscas por traficante brasileiro na fronteira

TECNOLOGIA

Sistema de informação do governo fica indisponível; PF é acionada

CAPITAL

Acusado de invadir casa de defensor público e roubar joias é preso

MERCADO FINANCEIRO

Dólar sobe e fecha aos R$ 5,65, em dia de pressão contra emergentes

NAVIRAÍ

Polícia Civil elucida homicídio qualificado e prende suspeito em Caarapó

MUNDO NOVO

Fiscais Estaduais doam imóvel no valor de R$ 2,5 milhões para UEMS

AQUIDAUANA

Homem que matou idosa, roubou objetos para trocar por drogas

SAÚDE

Hospital de MS lança 'Dia D' de cadastro de doadores de medula

AMAMBAI 

Mulher confessa que matou marido esfaqueado durante discussão

Mais Lidas

DOURADOS

Mais de três anos depois, Exército finaliza obras na pista do Aeroporto

DOURADOS

Expo-Flor começa na próxima semana na Praça Antônio João

DOURADOS

Aeroporto tem parte burocrática adiantada, mas Anac solicita 'pequenas correções' na pista

DOURADOS

Corpo encontrado carbonizado em rodovia é de servidor aposentado; mulher é presa na ação