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A democracia da UFGD posta à prova

17 março 2011 - 16h33

Há pouco mais de duas semanas a Universidade Federal da Grande Dourados – UFGD chamou os comunicadores para uma reunião sobre o plano de expansão 2011-2020 para que a sociedade ajudasse a escolher qual curso implantar nos próximos anos na universidade. Curiosamente, quem compareceu ao evento foram 70% jornalistas. Os demais se dividiam entre publicitários e professores.
Dessa reunião saiu a necessidade de uma consulta pública sobre os novos cursos que viriam para a Faculdade de Comunicaçáo, Artes e Letras em um blog institucional (WWW.comunicacaonaufgd.blogspot.com) para saber quais eram prioritários entre Jornalismo, Publicidade e Dança. Deu jornalismo. Outros sites da cidade fizeram o mesmo e deu jornalismo de novo.
A única categoria que se organizou em comissões e colheu dados científicos sobre a necessidade do curso, foi Jornalismo. A maioria dos comentários em redes sociais sobre qual curso implantar, também foi Jornalismo.
Politicamente, quem recebeu apoio de deputados favoráveis, de empresários do setor e do sindicato das categorias, foi mais uma vez jornalismo. Agora eu pergunto: será que essa democracia, no sentido da palavra (governo do povo) terá peso na comissão da UFGD que enviará a proposta ao Conselho Universitário?
A democracia será posta à prova na UFGD e a sociedade terá à sua frente um “rascunho” da verdadeira face da universidade e de seus dirigentes nas várias sub-chefias e pequenos impérios que se esparramam abaixo da reitoria.
Que fique bem claro que não estou desmerecendo nenhum dos outros dois cursos, são tão importantes quanto jornalismo e pelo contrário torço de verdade, sem fingimento nem demagogia, para que os três cursos sejam instalados na cidade, mas, penso que se for por vontade e organização popular, jornalismo merece mais e comprovou isso com dados concretos, protocolados na própria UFGD pelo sindicato que abrange todas as 37 cidades da Grande Dourados.
Mas, como vivemos no Brasil, onde as coisas são postas para a sociedade e engavetadas depois, ou simplesmente feitas “para inglês ver”, para propagandear que a sociedade decidiu, não me admiraria se amanhã ou depois a comissão fosse manipulada por esse ou aquele agente que por pressão de algum membro influente ou para não criar mal estar entre os “colegas” simplesmente
jogasse no lixo o curso de jornalismo.
Nossa história está repleta de exemplos desse tipo e se a UFGD enveredasse pelo mesmo caminho seria triste, decepcionante e irracional da parte de quem tomou a decisão, mas, seria um exemplo negativo dessa “política brasileira” que envolve os poderes constituídos e que se fosse revelado na universidade, mesmo sendo melancólico, não seria surpreendente.
Então, mais como douradense nato do que como jornalista, torço para que prevaleça a vontade popular e que a universidade não afaste a sociedade das discussões, porque isso faz com que muitos desacreditem as instituições públicas.


 
 
Helton Costa, jornalista formado em Dourados, especialista em Estudos da Linguagem e mestrando em Comunicação pela Unesp.

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