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EDITORIAL

A crise do HE e a cobrança do público para o privado

01 agosto 2014 - 06h24

# A crise do HE e a cobrança do público para o privado

A crise financeira vivida pelo Hospital Evangélico evidencia não só o despreparo da administração em lidar com a saúde econômica da empresa, como também o trato para o assunto em relação a quem, por muito tempo, teve a unidade hospitalar como referencia no Centro-Sul de Mato Grosso do Sul.

Com uma dívida acumulada de R$ 40 milhões [como mostrado pelo Dourados News na manhã de terça-feira (29)](http://www.douradosnews.com.br/dourados/crise-financeira-pode-fechar-o-he) e [confirmada](http://www.douradosnews.com.br/dourados/comissao-confirma-divida-milionaria-e-da-prazo-para-evangelico-deixar-de-atender) no mesmo dia por uma comissão formada por funcionários, o HE corre o risco de ter suas portas fechadas em 60 dias e deixar desempregados mais de 1 mil trabalhadores.

Trabalhadores esses, que colocaram a ‘cara para bater’ durante passeata na tarde de quinta-feira (30), cobrando recursos públicos para uma entidade privada.

Enquanto o sol esquentava as cabeças dessas pessoas que carregaram faixas e cartazes na tentativa de mobilizar a opinião pública da importância do Evangélico, seus diretores nada fazem para que o processo se inverta.

Atitude que prova cada vez mais a má gestão da empresa. A mesma que levou por algumas vezes no ano, boa parte dos enfermeiros que agora buscam ‘mais recursos’ a promover seguidas vezes, manifestações por atraso de salários.

Que a tabela SUS (Sistema Único de Saúde) é defasada e que o repasse, tanto para o Hospital da Vida, gerido pelo HE, quanto para os serviços de cardiologia, nefrologia e oncologia contratados pelo poder público são poucos, é fato, principalmente para a região do tamanho da nossa.

Porém, também é nítido que a informação é desencontrada, principalmente no relato da comissão, que apontou uma arrecadação de ‘apenas’ R$ 1,5 milhão em consultas particulares e convênios, enquanto em torno de R$ 4 milhões chegam dos cofres públicos.

O que a administração do hospital deve deixar claro agora, é porque, deixou-se chegar a esse patamar, uma dívida que vem sendo crescente há anos. O espaço está aberto neste veículo de comunicação.

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