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26% de jovens são incapazes de solucionar problema, diz OCDE

06 dezembro 2004 - 16h26

Um relatório da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgado hoje, segunda-feira, ressalta que 26% dos jovens de 15 anos dos países desenvolvidos são incapazes de resolver problemas matemáticos do dia a dia. Apenas 4% dos 250.000 alunos de 41 países que participaram do estudo de 2003 do Programa Internacional de Acompanhamento dos Conhecimentos dos Alunos da OCDE alcançaram o nível máximo em solução de problemas complexos. Como ocorreu no primeiro estudo de 2000, que foi focado na compreensão da leitura, a Finlândia liderou mais uma vez a classificação geral dos países da OCDE, graças a seus bons resultados em matemática e ciências. Atrás dela vêm, nesta ordem, Coréia do Sul, Holanda, Japão, Canadá, Bélgica, Suíça, Austrália, Nova Zelândia e República Tcheca. Entre os 29 países da OCDE (o Reino Unido não participou) presentes na pesquisa, a Espanha ocupa o 23º posto, seguida pelos Estados Unidos, Portugal, Itália, Grécia, Turquia e México. O relatório de 2003, cujo objetivo era determinar em que medida os alunos são capazes de elaborar e aplicar modelos matemáticos para solucionar problemas cotidianos, assim como interpretar, validar e comunicar os resultados, legitima globalmente os resultados do primeiro estudo, efetuado em 2000. Só a Polônia, que iniciou uma grande reforma de seu sistema educacional em 1999, Alemanha, Bélgica e República Tcheca conseguiram melhorar seus resultados. A Polônia é um dos doze países não membros da OCDE incluídos no estudo. Os outros são Brasil, Rússia, Uruguai, Indonésia e Hong Kong, cujos alunos são os mais brilhantes. Os especialistas que selecionaram os colégios -públicos e privados- examinados ao acaso, advertiram, por outro lado, que aumentou a diferença entre os países líderes e os com piores resultados. Em conjunto, os alunos de países mais ricos têm melhores resultados, mas há exceções, como a Coréia do Sul, onde a renda média das famílias é 30% inferior à média dos membros da OCDE e, no entanto, estão entre os primeiros. Segundo a OCDE, "não é necessário investir muito para ter êxito". A organização destaca que Austrália, Bélgica, Canadá, Finlândia, Japão, Holanda e República Tcheca têm, além da Coréia, "uma boa relação qualidade-preço". As relações entre alunos e professores, a heterogeneidade nas classes, a descentralização da educação, a não seleção precoce dos alunos e a existência de atividades extracurrículares influem positivamente nos resultados, destacaram os especialistas da OCDE, representados por Jean-Luc Heller e Eric Charbonnier na apresentação do relatório em Paris.  

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