Depois de tantas “brigas’, acerca de quem seria o “pai da criança”, a comunidade quer saber quem quer ser a “mãe”, ou seja, quem vai colocar a Vila Olímpica para atender a comunidade indígena.
A “moagem política” em torno da inauguração da Vila Olímpica Indígena de Dourados foi, sem dúvida, um “prato cheio” para quem não consegue ficar longe dos holofotes. No entanto, bastou apagar as “luzes da mídia” para começar o jogo de empurra, entre a prefeitura de Dourados e o governo do estado, para saber quem iria colocar a Vila Olímpica para funcionar e, desta forma, atender os anseios de nossos irmãos Kaiowás, Terenas e Guaranis.
É aquela velha história: Construir obras com recursos públicos federais até que não é tão difícil assim! O difícil são mantê-las.
Não teria sido o momento ideal para o “JN no Ar”, da Rede Globo, ter perguntado o porquê desta obra não estar funcionando? A comunidade indígena poderia ter aproveitado a presença dessa reportagem para colocar a boca no “trombone” e denunciado a falta de compromisso das autoridades, no que tange ao não funcionamento das atividades esportivas, tendo em vista que a obra foi concluída no início do ano, inaugurada em Maio, mas infelizmente não cumpre a função para qual foi realizada.
As Operações Owari, Uragano e Brothers, ocorridas em Dourados, por conta das suspeitas de corrupção, nos deram uma boa lição, aliás, foram bastante didáticas, no sentido de alertar a população sobre como muitos “administradores públicos” lidam com o dinheiro oriundo dos impostos arrecadados da comunidade.
No caso da Vila Olímpica da Reserva Indígena, construída na Aldeia Bororó, entregue dia 08 de Maio deste ano à comunidade, até agora ninguém deu o “ar da graça” sobre o seu funcionamento.
Talvez, tanto o “retorno” financeiro, como o “dividendo” político-eleitoral, já tenham sido extraídos. Assim, para a comunidade indígena, resta cobrar das autoridades constituídas o funcionamento do complexo esportivo.
Entendemos que parlamentares como vereadores, deputados estaduais, federais e senadores deveriam cobrar com mais veemência, uma solução imediata para que o Complexo Olímpico Indígena comece a atender a comunidade. Caso isso não ocorra, esse será mais um “Elefante Branco”, inerte e inoperante, construído em nosso município.
Ivo Campos, professor da Rede Municipal de Educação
campivo@hotmail.com
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