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FUGINDO DO VERÃO

Viajando no frio: saiba como se preparar para curtir destinos gelados

05 janeiro 2016 - 16h30

Você é daqueles que, mesmo com o verão bombando no Brasil, prefere pegar um avião e ir curtir o inverno em locais como Estados Unidos e Europa?

Não há nada de estranho nisso: mesmo com o termômetro lá embaixo, destinos como Nova York, Toronto, Paris e Berlim oferecem passeios extremamente interessantes para o turista (além de, ocasionalmente, muita neve, o que encanta diversos brasileiros que nunca viram ao vivo esse fenômeno da natureza).

Mas é preciso se preparar para explorar um destino sob temperaturas muito baixas, que é como se encontra atualmente (e pelo menos até março, quando o inverno inclusive já acabou) boa parte do Hemisfério Norte do mundo.

Abaixo, veja dicas do UOL para turistas que pretendem fazer este tipo de jornada, mas que não querem entrar numa fria.

Escolha destinos com muitas atrações indoor

Caminhar entre paisagens nevadas pode ser uma delícia, especialmente em lugares que combinam com as paisagens brancas do inverno, como as cidades históricas europeias. Mas saiba que, uma hora, o frio cortante cansa e é fundamental ter refúgios indoor que ofereçam um abrigo cálido e entretenimento para passar o tempo. Na hora de viajar para destinos onde o inverno é rigoroso, escolha lugares com boa oferta de museus, restaurantes, cafés e bares, como Nova York, onde o turista pode passar horas se divertindo dentro de locais como o Museu de Arte Moderna (MoMA) e o Madison Square Garden.

Voos podem ser cancelados

Caso você esteja visitando um destino com inverno rigoroso, tente não marcar seu retorno para o Brasil para o último dia de suas férias. Principalmente entre janeiro e março, nevascas costumam cancelar voos em locais como Estados Unidos, Europa e Canadá, deixando viajantes presos nos aeroportos. Em fevereiro de 2015, uma nevasca cancelou nada menos que 2.600 voos no país de Barack Obama. É bom estar preparado para enfrentar este tipo de situação e não ter problemas com seu chefe na volta ao Brasil.

O frio pode acabar com o passeio

Além de cancelar voos, a friaca no Hemisfério Norte pode frustar alguns passeios. Em fevereiro de 2015, o inverno em Nova York provocou o congelamento do rio Hudson, cancelando os serviços de balsa entre Manhattan e o Brooklyn. Estradas do norte dos Estados Unidos e da Europa também podem ser interditadas por causa da neve. Ao começar o dia nestes destinos, sempre verifique as notícias que falam sobre a situação das vias de trânsito locais.

Vai esquiar? Faça um seguro

Um seguro viagem é recomendado para qualquer tipo de jornada, especialmente se você pretende esquiar em algum destino de neve (e há muitos deles no Hemisfério Norte, em países como EUA, França, Suíça e Áustria). Esquiar é divertidíssimo, mas pode ser perigoso. Pessoas com fraturas, ligamentos rompidos e outras avarias são visão comum em estações de esqui. A maioria desses resorts oferecem aulas que ensinam os turistas a deslizar sobre a neve. Se você não tiver muita experiência no esporte, faça essas aulas e vá com cuidado. Um acidente de esqui tem tudo para arruinar suas férias.

Roupas de inverno

Nem todo brasileiro terá no armário as roupas necessárias para encarar o inverno no Hemisfério Norte. Caso você queira montar sua mala no Brasil, não esqueça de empacotar toucas, luvas, cachecol, óculos escuros (a luz do sol pode ser incômoda quando rebate na neve) e sapatos, calças e jaquetas impermeáveis para dias de nevasca. Porém, tais roupas, no território brasileiro, podem ser bem caras. Antes de viajar, vale a pena pesquisar quanto custam estas mesmas peças no destino de sua viagem. Nos EUA, por exemplo, a marca Columbia e até o Walmart oferecem roupas ideais para o inverno do Hemisfério Norte (e que, mesmo com o dólar alto, podem estar mais baratas do que as vendidas no Brasil). Neste caso, leve roupas reforçadas apenas para os primeiros dias de viagem e vá às compras.

Preparado desde o embarque

Se você pretender viajar para o Hemisfério Norte em breve, é provável que a temperatura no Brasil esteja bem quente no momento de seu embarque. Mesmo assim, não se esqueça de levar roupas de inverno em sua bagagem de mão. Primeiro porque há sempre a chance de que a bagagem que você despachou no check-in seja extraviada antes de chegar ao seu destino. Já imaginou ter que ficar de regata no inverno da Alemanha até que encontrem sua mala? E depois porque existe a possibilidade de os passageiros terem que descer na pista do aeroporto em meio do frio do Hemisfério Norte. Neste caso, é só colocar sua jaqueta e seu cachecol e está tudo certo.

Dias curtos

O inverno no Hemisfério Norte é marcado por dias curtos. Em janeiro, por exemplo, a luz do dia na cidade francesa de Paris tende começar por volta das 8h30 e terminar aproximadamente às 17h. Portanto, planeje-se bem para fazer suas atividades outdoor que precisam do sol, como tirar fotografias com ajuda da luz natural ou tentar esquiar nas colinas da capital francesa (como o garoto da foto).

Aproveite a falta de multidões

As multidões que abarrotam destinos turísticos europeus durante o verão não são comuns durante o inverno. Nesta época mais fria, saiba que é mais fácil e confortável explorar os museus de metrópoles como Londres, Paris, Budapeste e Florença. Alguns hotéis também tendem a baixar os preços das diárias no inverno. Por isso, vale a pena fazer uma pesquisa detalhada de hospedagem antes de começar a jornada.

Explore o lado menos frio dos continentes

Algumas das cidades mais legais da Europa e América do Norte estão também entre as mais geladas no inverno, como Nova York, Toronto, Berlim e Praga. Porém, nestas regiões, é possível fugir um pouco da friaca, se refugiando em destinos com climas menos agressivos, como Miami (EUA), Sevilha (Espanha, na foto), Catânia (Itália) e Marselha (França), todas cidades atraentes onde as temperaturas não tendem a ficar negativas.

Planeje o dia

Poucas coisas são mais agradáveis em uma viagem do que andar a esmo pelo destino e descobrir, meio que ao acaso, seus atrativos. Em um inverno rígido, entretanto, é válido que o turista abra mão deste pequeno prazer e planeje mais detalhadamente seus roteiros. Como já dito aqui, andar na neve e sob um frio bravo é exaustivo: você verá que não é tão legal flanar por aí tremendo de frio. Por isso, no começo de toda manhã, trace uma rota que passe pelos museus, monumentos e restaurantes que você queira visitar naquele dia, e veja se você pode combinar um pouco de andança com uso de transporte público, como ônibus e metrô.

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