O noticiário sobre a violência urbana costuma surpreender a opinião pública ao revelar acontecimentos que apresentam “inovações” na tipologia dos crimes praticados contra a pessoa e o patrimônio. Nos últimos meses, os paulistanos têm sido alertados pelas notícias de arrastões noturnos contra bares e restaurantes, especialmente nas zonas Sul e Oeste da cidade. Também os lojistas dessas regiões estão registrando imensos prejuízos com a ação noturna de ladrões que invadem o interior dos estabelecimentos comerciais de rua, até mesmo para atacar caixas eletrônicos.
Ambos configuram um tipo de comércio ou serviço que pouco utiliza o avançado aparato tecnológico, físico e humano oferecido hoje pelo segmento da segurança privada. Em geral, o padrão de custo relacionado à presença física do profissional no interior dos estabelecimentos, por exemplo, costuma superar a capacidade financeira do negócio. É um serviço caro, que demanda investimento mínimo de cerca de R$ 15 mil mensais, porque envolve equipe treinada, formalmente registrada e atuando sob o regime de uma convenção coletiva que estipula pisos salariais e jornadas mínimas. Mas o mercado de segurança desenvolveu tal expertise, que é possível a esses empresários contratar serviços que venham atender às especificidades do empreendimento, conforme sua rotina e horários de funcionamento, bem como capacidade financeira.
A segurança privada atua em cinco grandes modalidades de prevenção aos crimes contra os indivíduos e o patrimônio: a segurança intramuros, a escolta ao transporte de cargas, o transporte de valores, a segurança pessoal. Entretanto, um sistema preventivo e também viável economicamente aos pequenos estabelecimentos é dado por aquilo que definimos como tripé mínimo de segurança, composto por estruturas físicas adequadas (grades nas janelas e muradas altas, por exemplo), equipamentos eletrônicos com monitoramento à distância por empresa especializada (câmeras de Circuito Fechado de TV, sensores de impacto e de presença e botões de pânico) e o profissional da vigilância.
É importante lembrar que o mercado de segurança privada no Brasil começou a se estruturar em 1967 e desde então aprimorou os procedimentos, estratégias, logística e também os equipamentos. É de 1969 a primeira legislação que autorizou o serviço, em função, na época, do aumento do número de assaltos a bancos. Havia já naquele período a preocupação das autoridades públicas em normatizar a atividade de forma a garantir a qualidade no atendimento aos clientes. Atualmente, o mercado é regido pela Lei Federal 7.102/83 e a fiscalização está a cargo do Ministério da Justiça.
Assim, o ideal é que os comerciantes busquem contratar empresas sérias, devidamente regularizadas pela Polícia Federal e preparadas para desenvolver um plano de segurança para o local em que estão sediados. Neste plano, elas devem identificar os pontos vulneráveis dos estabelecimentos e propor soluções que garantam maior segurança e inibam os bandidos, os quais procuram sempre agir em locais mais desprotegidos ou quando percebem algum ponto vulnerável nas instalações, na rotina ou na maneira de agir dos funcionários. E quando os estabelecimentos estiverem fechados, torna-se indispensável um trabalho de monitoramento à distância, que conte com o suporte dos sensores de presença e impacto, dos alarmes e do CFTV, com a garantia de que suas imagens sejam gravadas e armazenadas em local protegido, de preferência na própria empresa de segurança.
José Adir Loiola é presidente do SESVESP (Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado de São Paulo)
Deixe seu Comentário
Leia Também

Polícia procura ladrões que arrombaram parede e levaram joias
Partido Novo aciona TSE contra Lula por enredo de Carnaval

Estrutura desaba e mata trabalhador em canteiro de obras

Corumbá e Pantanal recebem cerca de R$ 1 bi em investimentos

Após 11 dias presa, 'Influenciadora Irônica' ganha liberdade
Abertas inscrições para candidatos indígenas em concurso da Alems

Polícia apreende perfumes contrabandeados na rodovia MS-276
Faculdades de medicina têm até 6ª para aderir ao Bolsa Permanência
ABUSOCriança denuncia padrasto de estupro após ajuda de mãe de amiga
LOTERIAConfira as dezenas norteadas do concurso 2.971 da Mega-Sena
Mais Lidas

Acusado de série de furtos, 'Microfone' ganha liberdade sem passar por audiência de custódia

Denúncia em Dourados deflagra operação contra desvio de R$ 30 milhões do Farmácia Popular

Idoso morre após cair de andaime em obra residencial em Dourados
